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São Filipe: Lixeira municipal representa um crime para saúde pública e para o ambiente 22 Fevereiro 2021

A lixeira municipal, localizada a menos de 300 metros do hospital de São Francisco de Assis e de uma unidade hoteleira, em São Filipe, constitui um crime para a saúde pública e um atentado ao ambiente, segundo informações avançadas à Inforpress pelo autarca Nuías Silva.

São Filipe: Lixeira municipal representa um crime para saúde pública e para o ambiente

Nuías Silva, que caraterizava a situação da lixeira municipal que vem funcionando há vários anos nas proximidades das duas instituições e numa área habitacional, adiantou à Inforpress que esta semana chegará à ilha do Fogo uma equipa da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS) para trabalhar, com a autarquia, na selagem da mesma e na escolha de uma nova localização.

Recorde-se que a ANAS celebrou, em Agosto do ano passado, um protocolo com a câmara visando a suspensão do funcionamento da lixeira a céu aberto, prometendo disponibilizar 20 mil contos para a construção de um aterro controlado, tendo, inclusive, transferido seis mil contos para a autarquia, "mas mesmo assim o problema não foi resolvido".

Sem avançar uma data, porque ainda não está devidamente planificado e que é preciso discutir com a equipa de ANAS, Nuías Silva apontou que até o início do Verão, a atual lixeira deixará de funcionar.

“Neste momento já temos o local identificado e iniciado a negociação com o dono do terreno, já temos o projeto elaborado e vamos discutir com ANAS e, caso se mantiver o financiamento prometemos brevemente, numa situação emergencial selar a atual lixeira, deslocalizá-la para um espaço que cause menos impacto ambiental, visual para a cidade e sobre a saúde”, disse o autarca de São Filipe, citado pela Inforpress.

Silva assegura que o espaço identificado pela Câmara anterior, localizada, a menos de um quilómetro a sul do perímetro irrigado de Monte Genebra e que implicava a construção de um troço de estrada com cerca de 600 metros, foi descartado pela atual edilidade, porque considera que em termos de engenharia financeira era e é um problema. "Talvez por isso, não se fez a deslocalização e só o trabalho da estrada era superior ao valor do financiamento da ANAS", acrescentou, conforme escreve a mesma fonte.

O autarca referiu que o terreno identificado para a situação emergencial, localiza-se entre as localidades de Brandão e de Vicente Dias, numa ravina que está identificado no estudo da CITRES como uma das possíveis zonas para albergar a lixeira.

“Vamos ouvir a ANAS e se se mantiver o financiamento vamos socializar a ideia e avançar rapidamente, para a implementação, que não demoraria muito para selar atual lixeira e fazer os investimentos na estrada para este espaço e criar as condições para receber o lixo”, advogou Nuías Silva, garantindo que depois o espaço da lixeira atual será requalificado ambientalmente, para criar um ecossistema, transformando-o num pulmão verde da cidade.

A mesma fonte indicou ainda que se se mantiver o financiamento, mesmo tendo sido utilizados os seis mil contos, com o resto será possível implementar a deslocalização da lixeira, conforme a Agência Cabo-verdiana de Notícias.

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