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São Filipe: PAICV diz que declarações do líder da bancada do MpD é “tentação de retrocesso à década de 90” 29 Agosto 2018

O PAICV (Oposição) em São Filipe, ilha do Fogo, caracterizou de “uma tentação de retrocesso à década de 90”, as recentes declarações do líder da bancada o MpD (situação) pedindo a substituição dos dirigentes de algumas instituições.

São Filipe: PAICV diz que declarações do líder da bancada do MpD é “tentação de retrocesso à década de 90”

Numa publicação efectuada na rede social Facebook, José Henrique Andrade defendeu a substituição dos dirigentes de algumas instituições públicas na ilha do Fogo, por estes não serem afectos ao MpD, partido do Governo.

Reagindo, em um comunicado enviado à redacção da Inforpress, o 1º secretário do PAICV em São Filipe, Renato Delgado, afirma que tais declarações são “nada mais que um «déjà vu»” e uma “tentação de retrocesso à década de 90, quando este mesmo partido disseminou o ódio e a vingança no seio dos trabalhadores e suas famílias com transferências de funcionários de uma ilha para outra, perseguição e rescisão unilateral de contratos de trabalho e processos, tudo em nome da afirmação do partido vencedor das eleições legislativas em 1991”.

Renato Delgado diz ainda que “o MpD na pessoa do seu líder da bancada municipal em São Filipe, está desnorteado, fora da lei e confundindo o governo central e local com interesse meramente político-partidário”.

A mesma fonte acrescenta que ao utilizar um argumento político-partidário para exigir a demissão de chefes de serviços de instituições públicas, o líder da bancada do MpD em São Filipe atenta “gravemente” contra a liberdade e a democracia e o Estado de Direito Democrático.

Renato Delgado diz ainda que, na sua missiva à cúpula do seu partido, “num discurso em que impera a lógica o Estado é o MpD”, José Henrique Andrade, “ofende o bom nome, a honra e a reputação desses chefes de serviços público” quando diz que “muitos deles foram pegos na posse de centenas de bilhetes de identidade e outros tantos, foram surpreendidos a comprar votos à luz do dia”.

“Um Partido sério e comprometido com a nação que jurou promover o mérito em detrimento da cor partidária, precisará de premissas político partidárias, leia-se cartão de militante, para admitir ou demitir estes ou aqueles de suas funções?”, questiona aquele responsável partidário, apelando à atenção do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

“Não temos medo e não silenciaremos!”, finalizou. A Semana/Inforpress

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