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São Filipe: Presidente da câmara determinado em trabalhar para transformar o Fogo numa ilha produtiva 26 Agosto 2022

O presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, mostrou-se, quinta-feira, 25, determinado em trabalhar em parceria com demais instituições para transformar o Fogo numa ilha produtiva.

São Filipe: Presidente da câmara determinado em trabalhar para transformar o Fogo numa ilha produtiva

É nesta óptica que a autarquia, através dos seus parceiros, adquiriu duas máquinas de cura de queijo que serão concedidas às duas unidades semi-industriais existente no município, nomeadamente a Cooperativa de Produtos Agrícolas e Pecuárias (COOPAP) de Cutelo Capado e a Suifogo.

“Na próxima semana reuniremos com as queijarias para definir o modelo de cedência das duas máquinas de cura que representa um investimento de cerca de cinco mil contos”, referiu Nuías Silva, advogando que com esses equipamentos a funcionar os criadores de gado podem vender toda a sua produção de leite às duas unidades, porque, explicou, podem produzir queijos curados com prazo de validade de um ano.

A contribuição das queijarias será aplicada no reforço do fundo de desenvolvimento rural para ajudar os criadores na melhoria da raça de modo a aumentar a produção.

Ainda para o sector da pecuária, além da aquisição das máquinas de cura de queijo, a autarquia celebrou um contrato com a delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente e a organização não-governamental italiana Cospe, para instalação de dois campos de produção de pasto na zona sul, sendo um em Cutelo Capado e outro em Patim/Jardim.

O pasto produzido será comercializado a nível da ilha para suprir a falta nos anos de seca, sublinhando que o mesmo será comercializado a preço acessível.

Neste processo, a câmara vai suportar os trabalhos de terraplanagem dos campos e os parceiros terão a responsabilidade de produção de pastos que deve acontecer ainda antes do final do ano.

Para o sector agrário, o autarca anunciou que já se encontram na ilha os equipamentos para o laboratório de análise dos parâmetros de vinhos, licores e água, que devem ser instalados “brevemente” pelos fornecedores dos equipamentos.

“O nosso objectivo é fomentar a criação de uma empresa de engarrafamento de água com alguma dimensão e estamos a fazê-lo, através da Empresa Intermunicipal de Águas, Águabrava, que está a realizar um estudo que está na sua parte final”, disse Nuías Silva, acrescentando que se está a criar uma cadeia de valor na área de agronegócio na ilha do Fogo.

A autarquia, segundo o mesmo, lançou no início desta semana um concurso restrito para seis empresas que foram convidadas a apresentar as suas propostas financeiras para aquisição de uma máquina de produção de gelo com capacidade para cinco toneladas, que será instalada nas imediações do cais de pesca de São Filipe para abastecer as embarcações de pesca, de modo a terem capacidade de pescar mais longe.

Outro desafio, segundo Nuías Silva, é a criação de uma infraestrutura de frio para conservação de produtos agrícolas e produtos pesqueiros, mas defendeu que é um investimento que deve ser assumido pelos privados e não pela câmara que está disponível para apoiar esta iniciativa.

A Semana com Inforpress

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