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São Nicolau: JPAI alerta sobre regresso em massa à ilha de jovens desempregados no Sal e em São Vicente 03 Junho 2020

O caso de jovens desempregados ou com contratos suspensos no Sal e em São Vicente, devido à pandemia de covid 19, que regressaram em massa a São Nicolau está a preocupar a Juventude do PAICV na ilha. A liderança regional da organização admite que esta nova realidade poderá provocar fortes tensões sociais, principalmente nos jovens que estão afetados psicologicamente com esta delicada situação que está a viver.

São Nicolau: JPAI alerta sobre regresso em massa à ilha de jovens desempregados no Sal e em São Vicente

«Se antes da pandemia da COVID19 o cenário era de perda constante da população ativa em especial dos jovens, devido à falta de políticas públicas de fixação da juventude na ilha, por parte do Governo de das Câmaras Municipais, atualmente deparamo-nos com o retorno em massa de jovens proveniente das ilhas de Sal e de S. Vicente. É que face a perda de rendimentos de muitos desses jovens, quer por ter ido ao desemprego ou por estar em regime de suspensão de contratos, estes, encontram-se numa situação de total incerteza, que preocupa seriamente a JPAI», advertiu a líder da JPAI na ilha.

Suzi Chantre alerta que esta nova realidade, agravada com as consequências da COVID19, poderá provocar fortes tensões sociais, principalmente nos jovens que estão afetados psicologicamente com esta delicada situação vivida. «Os jovens que regressaram a ilha, as suas atividades profissionais giram essencialmente a volta do sector turístico que sofreu um forte impacto devido as medidas restritivas impostas pelo estado de emergência no país, devido a pandemia. Se por um lado o regresso tão almejado está acontecendo, por outro lado, temos uma ilha que não consegue dar respostas às necessidades desses jovens afectados».

Para a responsável da juventude tambarina em São Nicolau muitos dos regressados estão desiludidos com este inesperado fracasso do ponto de vista profissional. « Esta juventude que regressou a ilha, na sua maioria havia tomado independência financeira e familiar, mas tiveram um retrocesso nas suas vidas, voltando para casa dos pais para obterem suporte tanto a nível emocional como a nível financeiro. Trata-se de um regresso forçado, em não sabem se continuarão empregados, nem tão pouco sabem quais as suas perspectivas de vida na terra natal. Muitos falam em acumulação de dívidas desde abril, já que tiveram o seu rendimento mensal diminuído, apontando também um desfasamento entre o valor que recebem da sua entidade empregadora e o valor pago pelo INPS, no âmbito da suspensão de contratos» descreve a mesma fonte.

Suzi Chantre avança que esse regresso forçado dos jovens vem a juntar a outros aspectos que vem marcando São Nicolau negativamente nos últimos anos. São, segundo ela, «o drama do transporte aéreo e marítimo, a falta de oportunidades de emprego, a quase inexistente aposta de uma política clara para formação superior e profissional para os jovens, o fraco fomento do empreendedorismo jovem ou a falta de ocupação para a camada infanto-juvenil da ilha», conclui a líder regional da JPAI, pedindo a rápida intervenção das autoridades municipais e governamentais com vista à minimização do sofrimento desses jovens desempregados.

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