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São Tomé: Candidato Carlos Neves quer Estado credível e a funcionar 10 Julho 2021

O candidato às eleições presidenciais do próximo dia 18, em São Tomé e Príncipe, Carlos Neves, disse esta sexta-feira, 09, que se for eleito, terá como primeira missão "estruturar o Estado para que seja visto com credível junto dos investidores".

São Tomé: Candidato Carlos Neves quer Estado credível e a funcionar

"É necessário urgentemente trabalhar na consolidação da nação, na sua solidificação, na estruturação do Estado para que daí resulte um funcionamento normal das instituições e que isso possa fazer com que São Tomé e Príncipe seja visto pelos investidores, parceiros políticos e de cooperação como um país sério, credível, no qual se pode apostar e onde se pode investir", disse Carlos Neves, em entrevista à Lusa.

Sublinhou também a necessidade de "pôr o aparelho judicial a funcionar devidamente, trabalhar simultaneamente na estruturação da nação, na sua consolidação, porque está em fragmentação".

Realçou, por isso, que uma das suas primeiras medidas seria colocar "todos à volta de uma mesa, os principais atores políticos e da sociedade civil e discutir com eles como mitigar o ódio que neste momento existe no nosso seio". "Nós temos um país que é São Tomé e Príncipe, mas temos uma nação que está fragmentada e não temos propriamente um Estado a funcionar", disse Carlos Neves, citado pela Agência Lusa.

O candidato defende que o sistema administrativo do país "está caótico", as instituições públicas "funcionam mal" e que "é preciso reformar isso". Nesse aspeto, salientou, que o Presidente da República "tem uma palavra a dizer, no quadro dos poderes constitucionais que ele tem e de influência política".

"Agora com a Covid-19 vimos um crescimento do desemprego elevado, as centenas de jovens que vão acabar o ensino não vão ter emprego nos próximos tempos", assegurou, defendendo que a administração pública "é excedentária e vai ter que ser reduzido" porque o Governo tem "recebido pressões dos parceiros para que São Tomé redimensione todo o seu aparelho de Estado", segundo a nossa fonte.

Ainda de acordo com a Lusa, uma semana depois do início da campanha para as presidenciais, Carlos Neves reconhece que há candidatos que "não são muito considerados" pelos eleitores, havendo outros que "estão ainda na avaliação pelo seu passado, suas histórias e por aquilo que são as suas propostas".

Defende que não se deve tirar conclusões precipitadas sobre as movimentações dos candidatos porque "nada está decidido, há ainda muita água a passar debaixo da ponte" e "no final o povo vai decidir em consciência", explicou, citado pela Lusa, denunciando haver "candidatos que estão a usar muito dinheiro, fazer grandes ofertas para compra de consciência, e garantiu que se candidatou porque tem "uma história política neste país".

Em 1990/91 participou na "mudança" democrática e foi um dos fundadores da Ação Democrática Independente (ADI), do qual foi líder durante vários anos. Diz que "ajudou" os presidentes Miguel Trovoada e Fradique de Menezes a serem eleitos, exerceu vários cargos administrativos incluindo embaixador em Portugal, Espanha, nos Estados Unidos da América e nas Nações Unidas. "Acho que eu tenho uma experiência que pode ser útil a São Tomé e Príncipe", explicou o candidato, conforme escreve a Lusa.

Com 68 anos, Carlos Neves considera que tem "conhecimento e maturidade" e pode "prestar um bom serviço" ao seu país como chefe de Estado. O candidato diz que iniciou o trabalho de "contacto direto com as populações" há mais de três meses, tem confiança de que vai ganhar estas eleições, e acredita que haverá uma segunda volta, considerando o número de candidatos que disputam o cargo (19).

Atualmente presidente da coligação MDFM-UDD, que integra a "nova maioria" que suporta o atual governo, liderado por Jorge Bom Jesus, o candidato Carlos Neves afirmou ainda que se apresenta aos eleitores como "um cidadão são-tomense" e não se "escudando no partido" que o apoia nesta corrida presidencial. "Até porque nenhum candidato consegue ser eleito só com os votos do seu partido", reconhece o político, de acordo com a nossa fonte.

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