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São Tomé/Eleições: Falta de ligações impede ex-PM de Cabo Verde de liderar observadores da UA 16 Julho 2021

A dificuldade de ligações aéreas impediu hoje o ex-primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves de viajar para São Tomé e Príncipe, para liderar a missão de observadores da União Africana (UA) às presidenciais, que já não acontecerá.

São Tomé/Eleições: Falta de ligações impede ex-PM de Cabo Verde de liderar observadores da UA

Contactado pela agência Lusa, José Maria Neves esclareceu que teria de estar até ao início da manhã de sábado em São Tomé e Príncipe, mas que não conseguiu assegurar “todas as conexões para chegar a tempo”, pelo que já não assumirá a missão, tendo comunicado a situação hoje de manhã à União Africana.

"Infelizmente, por razões de ordem logística, designadamente conexões aéreas, não pude viajar para São Tomé e Príncipe. Teria de estar lá o mais tardar amanhã de manhã. Lamento muito esses constrangimentos, pois, honrado com o convite, iria fazer o meu melhor em prol da consolidação do Estado de Direito Democrático em África", afirmou José Maria Neves.

Num ofício da UA, de 14 de julho e divulgado hoje, a presidência da organização refere que convidou José Maria Neves para liderar a missão de observadores às eleições em São Tomé e Príncipe.

José Maria Neves, 61 anos, primeiro-ministro de Cabo Verde de 2001 a 2016, já tinha chefiado missão idêntica da União Africana às eleições presidenciais na Guiné-Conacri, em 18 de outubro de 2020.

A campanha para as presidenciais em São Tomé e Príncipe termina hoje, naquela é a eleição mais concorrida de sempre, com 19 candidatos, e que ficou marcada por alertas do Presidente cessante contra a compra de votos (‘banho’).

Ao longo das duas semanas, as ações de campanha tiveram algumas limitações devido à pandemia de covid-19, nomeadamente a proibição de realização de comícios e obrigação de distanciamento social nas ‘passeatas’, regras nem sempre cumpridas por candidatos e militantes.

No início da semana, o Presidente da República cessante, Evaristo Carvalho, advertiu contra o chamado ‘banho’, a prática de dar dinheiro em troca de votos, criticando a “exploração da pobreza do cidadão”.

As eleições de domingo terão quatro missões de observação, da União Africana, Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), Estados Unidos da América e Japão.

Um total de 123.302 eleitores estão recenseados para este ato eleitoral, dos quais 14.693 na diáspora (7.378 em Portugal). A Semana com Lusa

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