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São Tomé: Rapaz morto a tiro em protesto contra bispo local da IURD 17 Outubro 2019

Um rapaz de 12-13 anos morreu baleado na tarde desta quarta-feira 16, na cidade de São Tomé, durante um protesto para exigir o repatriamento de um pastor santomense detido na Costa do Marfim, alegadamente por ter denunciado publicamente dirigentes da IURD-Igreja Universal do Reino de Deus. A bala perdida terá sido disparada pela polícia colocada frente à IURD.

São Tomé: Rapaz morto a tiro em protesto contra bispo local da IURD

A sede em São Tomé e Príncipe da igreja neopentecostal brasileira foi vandalizada e destruída por pessoas revoltadas com a alegada responsabilidade da hierarquia da IURD na condenação, pela justiça da Costa do Marfim, do santomense Uidimilo Veloso, missionário dessa igreja naquele país do continente vizinho.

Os que atacaram a Igreja Universal do Reino de Deus terão sido instigados à violência por mensagens de ódio nas redes sociais, que acusam a IURD de estar por trás dessa detenção e condenação a um ano de prisão.

Os familiares pedira intervenção do governo, para que a justiça ivoirense extraditasse o Uidimilo Veloso. Nesse sentido, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Teixeira Pinto, explicou na última sexta-feira, à agência noticiosa STP Press, que a dificuldade é maior porque São Tomé não tem embaixada na Costa do Marfim. No entanto havia duas semanas que o MNE, mal recebeu a queixa/denúncia da esposa do pastor, "decidiu agir" observando “alguma discrição”.

Segundo a imprensa local, "a comissão especializada da Assembleia Nacional, também tomou conta do caso", e há uma semana "deu um ultimato ao Bispo da IURD em São Tomé, Ranger da Silva, para num prazo de 8 dias, trazer para São Tomé, o pastor Uidimilo Veloso". O prazo esgotado, os manifestantes saíram à rua e quebraram a pacatez da cidade-capital.

Movimento autoproclama-se “sociedade civil”

A autoproclamada "Sociedade civil", que surgiu nos últimos dias, afirma estar "a conduzir as movimentações cívicas com vista ao regresso imediato do Pastor Uidimilo Veloso ao seu país-natal".

Esta quarta feira, os cidadãos revoltosos ocuparam a rua Barão de Água Izé, sede da IURD, na capital de São Tomé e Príncipe, onde a polícia nacional montou um cordão de segurança.

Relatos de testemunhas indicam que o confronto entre o cordão policial e os manifestantes resultou na bala perdida que tirou a vida ao rapaz de cerca de 13 anos.

A morte do adolescente intensificou a fúria dos revoltosos, a tal ponto que a polícia decidiu retirar-se do local.

As imagens mostram viaturas da IURD incendiadas, a destruição na sede da Igreja Universal do Reino de Deus, recém-inaugurada em cerimónia em que o presidente da República, Evaristo Carvalho, cortou a fita.

Bispo da ICAR condena vandalismo

O Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe, Dom Manuel António, líder da igreja católica no país, condenou através das redes sociais o vandalismo e violência na cidade de São Tomé.

«Estou fora de São Tomé, mas estou a receber informações do ataque que está a acontecer de um modo generalizado aos lugares de culto da chamada Igreja Universal do reino de Deus. Embora já várias vezes tenha criticado o modo como estes grupos religiosos exploram os pobres, não posso concordar com este tipo de violência e destruição. É verdade que o Governo deve estar atento a estes grupos religiosos, mas não se pode nunca justificar a violência num país democrático. Deus ajude São Tomé, e a paz e a justiça reinem na vida de todos!», refere o Bispo da Igreja Católica de São Tomé e Príncipe.

Fontes: Téla Nón/STP-Press/Twitter/Facebook

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