LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

São Tomé e Principe: Geringonça com Jorge Bom Jesus nomeado Primeiro-ministro 30 Novembro 2018

Como aconteceu em Portugal, o modelo de geringonça chega finalmente à República de São Tomé e Principe face à dificuldade do partido (ADI) mais votado, mas sem maioria absoluta, para formar o governo central. É que o Chefe de Estado nomeou, esta quinta-feira, como primeiro-ministro, o líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP-PSD), Jorge Bom Jesus, decisão que justificou com «a atual correlação de forças» no Parlamento e «os superiores interesses do país».

São Tomé e Principe: Geringonça com Jorge Bom Jesus nomeado Primeiro-ministro

Segundo fonte da Presidência da República são-tomense citada pela Lusa, a posse do novo executivo decorrerá no próximo sábado, pelas 11.00 horas locais, menos uma em Lisboa.

A indigitação do líder do MLSTP-PSD para formar governo surge 24 horas depois do partido Ação Democrática Independente (ADI), vencedor das eleições legislativas de 7 de outubro, ter indicado, sem sucesso, Álvaro Santiago, antigo ministro da Educação e ex-vice-governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe, para o cargo de primeiro-ministro.

Esta decisão surge depois de, na semana passada, o ministro da Educação do governo cessante, Olinto Daio, ter recusado avançar, como a direção do Ação Democrática Independente (ADI) tinha proposto.

O ADI, no poder, venceu as eleições com maioria simples - 25 dos 55 deputados da Assembleia Nacional - e reclamou o direito constitucional de formar o governo da República.

Já o MLSTP-PSD foi o segundo partido mais votado nas últimas eleições, elegendo 23 deputados. Mas assinou com a coligação PCD-UDD-MDFM, que tem cinco assentos parlamentares, um acordo de incidência parlamentar, reclamando terem maioria absoluta (28 deputados), que garantem a sustentabilidade parlamentar necessária para formar governo, composto pelas duas forças.

Barricadas de protesto em Lembá

Entretanto, segundo a RFI, no norte da ilha de São Tomé, Distrito de Lembá, a 27 quilómetros da capital do País, considerado o pulmão económico do arquipélago, prossegue a barricada dos populares que exigem o fornecimento de energia eléctrica regular.

Alguns dos directores da empresa de água e electricidade EMAE deslocaram-se esta quinta-feira à cidade de Neves, mas não conseguiram convencer os populares a suspender a barricada.

Conforme a mesa fonte, acentua-se a escassez de combustível nas gasolineiras e o pescado no mercado da cidade capital.

O parlamento santomense, que se reuniu esta quinta – feira,29, pronunciou-se sobre a criação de comissão de inquérito para averiguar a situação na empresa de água e electricidade .

Este inquérito surge em função do repto lançado pelo Presidente da República, na constituição da décima primeira legislatura da Assembleia Nacional, no sentido inquirir a crise energética no País.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade



Mediateca
Cap-vert

blogs

Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project