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São Tomé e Príncipe: Naufrágio de barco, 7 mortos e 10 desaparecidos no mar da ilha do Príncipe com caboverdiano-descendentes 26 Abril 2019

Sete pessoas terão morrido e 10 são dadas como desaparecidas depois do naufrágio do navio Amfitriti (na foto) que zarpou de São Tomé com 64 passageiros e 8 tripulantes a bordo na quarta feira, com destino à ilha do Príncipe, onde deveria chegar na madrugada de quinta-feira. Segundo autoridades locais, na lista de desaparecidos constam caboverdiano - descentes.

São Tomé e Príncipe: Naufrágio de barco, 7 mortos e 10 desaparecidos  no mar da ilha do Príncipe com caboverdiano-descendentes

As primeiras notícias davam conta do desespero de famílias que aguardavam no porto da cidade de Santo António do Príncipe a chegada do navio, vindo da ilha vizinha, a sudoeste e distante 167 km da capital são-tomense.

O Governo Regional apresentou (em vídeo no website) o balanço às 9 horas locais (menos uma hora em Cabo Verde): “Foram resgatadas 55 pessoas, 10 estão desaparecidos e sete corpos foram encontrados sem vida”, anunciou o presidente da região do Príncipe, José Cassandra. Três passageiros estrangeiros estão entre as vítimas mortais, duas são portuguesas.Segundo autoridades locais, na lista de desaparecidos constam também caboverdiano - descentes.

O responsável da região deixou “uma palavra de conforto aos habitantes do Príncipe, que há mais de 15 anos vêm sofrendo com estas tragédias de naufrágios”.

Também prometeu que “vão ser apuradas as responsabilidade e o governo regional vai atuar em conformidade. Não pode ficar impune mais esta tragédia que deixa mais pobres as famílias, a ilha”.

Horas antes, na tarde de quinta-feira, o site Tela Non noticiava que, segundo fonte da Guarda Costeira, a embarcação percorridos uns dois terços de distância se tinha afundado nas proximidades do ilhéu Boné de Jóquei, e que a maior parte das pessoas que estavam no barco tinham sido resgatadas do mar.

Segundo a referida fonte, a turbulência marítima, que é comum nas imediações do ilhéu Boné de Jóquei, associada a algum desnível da carga transportada – no navio com capacidade para 300 toneladas de carga e 240 passageiros — podem ter sido a causa do afundamento do ‘Amfitriti’.

O navio Amfitriti adquirido na Grécia — por homens de negócios belgas e franceses, entre os quais o cônsul de São Tomé e Príncipe em Paris, Eric Duval, e o cônsul da Bélgica em São Tomé e Príncipe, Jean Philippe — começou a operar em São Tomé no ano de 2015.

Mar do Príncipe traiçoeiro

O navio durante quatro anos foi tido como um meio de transporte seguro entre as duas ilhas. Mas desde esta quinta-feira, o barco ‘seguro’ entrou na lista dos naufragados no traiçoeiro Mar do Príncipe que tem ceifado vidas e enlutado famílias, na sua maioria cidadãos são-tomenses, habitantes da ilha do Príncipe. Segundo os censos, a ilha ainda alberga muitos caboverdiano-descendentes.

O desaparecimento mais recente foi do navio Santo António, refere o Tela non. O barco deixou São Tomé no dia 19 de junho de 2017, rumo à ilha do Príncipe. Nesse dia transportava cargas perigosas combustíveis e não levava passageiros. Embora no dia seguinte habitantes tenham dado conta de alguns objectos alegadamente do navio a boiar nas proximidades do Príncipe, nunca mais se soube nada desse navio e dos oito tripulantes.
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Fontes: Tela non.info/Website do Governo Regional do Príncipe. Foto: STP, navio Amfitriti. Afundou-se esta quinta-feira provocando a morte de pelo menos sete pessoas e 10 ainda desaparecidos no mar do Príncipe, a nordeste da capital.

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