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São Tomé e Príncipe: Oposição diz que PR é «também vítima de golpe institucional» do partido no poder 23 Maio 2018

O líder do Partido da Convergência Democrata (PCD), na oposição, Arlindo Carvalho, disse esta quarta-feira que o Presidente da República, Evaristo Carvalho (na foto), pode estar a ser vítima de «um golpe institucional que está a ser levado a cabo».

São Tomé e Príncipe: Oposição diz que PR é «também vítima de golpe institucional» do partido no poder

«Nós, do PCD, achamos que há um golpe institucional que está sendo levado a cabo e nós não gostaríamos de acreditar que o Presidente é um dos colaboradores. Achamos, portanto, que em parte o Presidente também é vítima», disse hoje Arlindo Carvalho à saída de uma audiência com o chefe de estado.

Arlindo Carvalho tomou como exemplo a Lei da Defesa Nacional das Forças Armadas, aprovada na generalidade pela maioria parlamentar do partido Ação Democrática Independente (ADI), que esvazia os poderes do Presidente da República em benefício do governo.

Uma delegação conjunta do PCD, segundo maior partido da oposição juntamente com a coligação Movimento Democrático Forças da Mudança - Partido Liberal/ União para a Democracia e Desenvolvimento (MDFM-PL/UDD) foi recebida hoje pelo chefe de estado, Evaristo Carvalho para discutir «várias situações» que atravessam o país.

«Chamamos atenção para o fato de, se não pusermos termo a essa crispação entre os órgãos de soberania e usurpação de poderes que nós estamos vivendo, o país pode descambar», disse o líder do PCD, que remeteu ao Presidente da República uma cópia do pedido de fiscalização abstrata da resolução parlamentar que exonerou e reformou compulsivamente três juízes do Supremo Tribunal de Justiça.

«Há situações em que os tribunais decidem num sentido e outros órgãos de soberania, por disporem de forças impedem uma decisão do tribunal, o que não é normal numa democracia», lembrou Arlindo Carvalho.

Os dois partidos da oposição hoje recebidos pelo chefe de Estado querem que o Evaristo Carvalho use a sua magistratura de influência «para que a Constituição seja respeitada».

O PCD lamenta, entretanto, que a visão do Presidente da República «nem sempre foi coincidente» com a da oposição, relacionando tal posição como o fato de Evaristo Carvalho ser vice-presidente da ADI.

«Não é fácil sair desformatado e entrar na Presidência e a maior dificuldade do Presidente é despir-se da militância do [partido] ADI», afirmou aos jornalistas.Fonte: Lusa

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