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São Tomé e Príncipe: Termina a campanha eleitoral 06 Outubro 2018

À meia-noite desta sexta-feira (05.10.), encerra em STP a caça ao voto com vista às eleições legislativas, autárquicas e regionais de 7 outubro, Domingo. Durante quinze dias, os candidatos andaram a mobilizar votos dos eleitores.

São Tomé e Príncipe: Termina a campanha eleitoral

O maior partido da oposição em São Tomé e Príncipe quer tirar a Ação Democrática Independente (ADI) do poder. O cabeça de lista do MLSTP/PSD, Jorge Bom Jesus, foi no último dia de campanha ao distrito de Me-Zochi, uma região determinante para vencer as eleições legislativas.

"O MLSTP libertou este povo em 1975 e vai libertá-lo novamente, do desemprego da fome da corrupção e outros males, que assolam a sociedade são-tomense", lembrou Jesus.

O líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social-Democrata diz que está confiante na vitória: "Se não houver batota, no dia 7 eu serei primeiro-ministro deste país. Nós vamos dar uma lição de democracia e vamos inaugurar uma nova era de desenvolvimento, sem populismo. Eu sei que temos indicadores muito adulterados; esse país não é de desenvolvimento médio coisa nenhuma."

A coligação da mudança

Jorge Bom Jesus afirma, por exemplo, que a taxa de desemprego em São Tomé e Príncipe está muito acima dos 13,6%, avançados pelo Instituto Nacional de Estatística. Mas o partido não é o único a querer afastar a ADI.

Em conjunto, o PCD, MDFM e UDD assumem-se como a coligação da mudança. De acordo com Delfim Neves, vice-presidente do PCD, "todos os militantes do partido da mudança só têm que fazer uma escolha, aqueles que acham que estamos mal, que devemos dar a volta à situação, têm que votar no quadradinho número. Não há outra escolha, ou somos nós ou são eles."

Um dos dossiers que a oposição mais criticou nesta campanha foi a reforma da Justiça, depois da eleição, em julho, de novos juízes conselheiros para o Supremo Tribunal de Justiça. Na altura, Delfim Neves levantou dúvidas quanto à legalidade das nomeações.

Agora, pede aos eleitores para, no domingo (07.10.), irem votar o mais cedo possível, para retirar a ADI do poder: "Nós temos que votar em primeiro lugar. Podemos estar aborrecidos, revoltados. No dia, 7 a única forma de manifestar essa revolta, a única forma de dizer basta, é ir votar e votar cedo."

Trovoada reconhece falha

O primeiro-ministro cessante e candidato da ADI, Patrice Trovoada, diz que a escolha é clara "sem maioria absoluta, não se governa. A oposição está coligada: MLSTP PCD MDFM-UDD. Existem dois blocos claros, o que nós chamamos a troika e o ADI. Por conseguinte haverá maioria absoluta, ou do ADI ou da troika."

Trovoada reconhece que, nos últimos anos, falhou no combate ao desemprego jovem. Mas promete agora novos projetos, para revitalizar a economia. No domingo (07.10.), contará com o voto dos eleitores do mundo rural.

"Nós temos uma vantagem nas zonas rurais. Na zona urbana, a classe média apercebeu-se menos dos avanços. Por isso, onde estamos mais fortes, queremos consolidar a posição", afirma Patrice Trovoada.

A campanha eleitoral termina à meia-noite desta sexta-feira (05.10.). Fonte: DW

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