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São Tomé e Príncipe perdeu terra, investidor 1º africano no espaço aposta no cacau 27 Maio 2021

De 1001 quilómetros quadrados de terra, o menor país-arquipélago da Lusofonia passou a 991 km2. É uma baixa na dimensão territorial, segundo dados recém-divulgados no âmbito do plano santomense de ordenamento do território. Entretanto, Mark Shuttleworth já comprou boa porção do Príncipe e aposta em devolver ao cacau o lugar que teve no mercado mundial e marcado pelas histórias dos nossos contratados.

São Tomé e Príncipe perdeu terra, investidor 1º africano no espaço aposta no cacau

O país-arquipélago da linha do Equador, de clima tropical húmido, perde dimensão territorial, devido quer ao avanço do mar sobre a terra quer a outros fenómenos da mudança climática global.

Mas estudos mostram que a redução territorial de São Tomé e Príncipe vem junto com o aumento, e a ritmo acelerado, da sua população em mais de 50% até 2040.

O crescimento demográfico em menos de duas décadas "vai passar dos atuais 200 mil habitantes para mais de 300 mil habitantes", lê-se no último relatório oficial, que aponta a urgência em tomar medidas preventivas para travar as consequências das alterações climáticas".

No entanto, São Tomé e Príncipe poderá — embora não necessariamente por intervenção humana — resistir aos fenómenos da mudança climática global. Isto está plasmado num estudo da ’Thomson Reuters Foundation trust.org’, divulgado no seu site nesta sexta-feira, 21, que indica que "as florestas tropicais húmidas resistem melhor à mudança climática global".

Mais: "as florestas tropicais húmidas de África reduzem a mudança climática, mesmo quando ocorrem níveis recordes de calor e seca. Têm maior capacidade de resiliência que a floresta da Amazônia", lê-se no referido site.

Futuro risonho com investimento sul-africano?

O britânico e sul-africano Mark Shuttleworth, que é tido como "o primeiro africano" a viajar na exoesfera, está a investir em força na ilha do Príncipe, indica a imprensa especializada. E de novo o cacau volta a ser referido como uma renovada aposta para a terra do chocolate.

Em maio de 2002, o multimilionário de 28 anos foi ’o primeiro Africano no Espaço’. Em 2011, aterrou nas ilhas do meio do mundo. Primeiro comprou ao alemão Hellinger, "o rei de São Tomé", alguns dos empreendimentos que este desenvolvera desde a independência. Entre eles, o resort do ilhéu Bombom (imagem noturna na foto), o primeiro de um conjunto de investimentos turísticos com que silenciosamente o grupo vão moldando a ilha do Príncipe.

A segunda ilha do arquipélago, Príncipe, esteve há dois anos — por ocasião do centenário da comprovação da teoria einsteiniana da relatividade, em 26 de maio de 1919 — sob o foco mediático internacional, justificada também pela presença do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e do novo dono da ilha (foto, ao alto à d.ta).

Essas comemorações — do marco da ciência que foi a validação da Teoria da Relatividade Geral de Einstein — alertaram também para o facto de que o "homem da Lua", Mark Shuttleworth, o primeiro africano a ir ao Espaço, é também tido (escreve-o a BBC, em maio de 2019) como "um dos responsáveis pelo desenvolvimento sustentável da ilha" do Príncipe.

Futuro risonho com investimento do magnata da tecnologia sul-africano? Ou a maldição da palavra projeto, de que se escreveram milhares de páginas, vai continuar a assombrar as ilhas do meio do mundo?

(A continuar)

Fonte das fotos: National Geographic.

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