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São Vicente: Associaçáo de Ténis garante que motivação e movimento de atletas nos clubes aumentam, mas alerta que retoma está ainda condicionada por vários fatores 07 Agosto 2021

Desde o surgimento da covid-19 em março de 2020, ainda tudo é uma incógnita na visão do presidente da Associação de Ténis de São Vicente (ATSV). Paulo Monteiro afirma que tem notado que os atletas têm circulado cada vez mais nos clubes de ténis do Mindelo, com a exceção de um ou outro que ainda prefere estar na “defensiva”. Garante que a vacinação tem sido um dos fatores que propicia a retoma dos treinos em maior número. A agremiação conta ainda com uma gestão corrente, o que tem colocado em causa a sua sustentabilidade financeira.

São Vicente: Associaçáo de Ténis garante que  motivação e movimento de atletas nos clubes  aumentam, mas alerta que retoma  está ainda condicionada por  vários fatores

O presidente da ATSV revela a este diário que o menor número de casos de covid-19 no país nos últimos meses tem conseguido trazer de novo a motivação dos atletas para a prãtica da modalidade, isto em comparação com o ano anterior.

“Em 2020, a motivação por parte dos atletas tinha caído muito, mas hoje já se nota muito movimento de atletas inclusive das crianças em praticamente todos os dias e todas as semanas estão sempre no clube”, sublinha este responsável, que acrescenta ainda que, ainda pode ter um ou outro atleta que prefere ficar em causa “por precaução ou que prefere ficar mais na defensiva”.

Paulo Monteiro diz que o motivo prende-se não só com o número cada vez mais de vacinados, mas também porque a agremiação tem vindo a acompanhar diretrizes de outros países que começam a “catalogar o grau de perigo do vírus em relação a várias atividades que são feitas na sociedade a nível de desporto e de outros setores”.

“E ténis sempre temos visto em outros países que é tido com um grau de risco baixo precisamente porque as placas desportivas são grandes, é uma modalidade individual que não envolve contacto físico”, justifica.

A nível de grupos, explica, os clubes têm vindo a realizar treinos no clube de Castilho e no clube de Mindelo e com realização de minitorneios direcionados a crianças, no sentido de os manter em atividade.

No entanto, os sucessivos estados de calamidade decretados pelo governo têm condicionado a prática continuada da modalidade e são obrigados a encerrar ou limitar de acordo com as diretrizes das autoridades.

No que tange a planificação de atividades anuais, este diz que até ao momento não tem nada planeado para este ano e com a situação de pandemia é pior ainda.

Em relação a casos de covid-19 em atletas, Monteiro avança que não tem o número exato de casos, mas garante que o numero é extremamente baixo e que muitos atletas acima dos 18 anos já foram vacinados.

A ATSV deixou que cada atleta fizesse a sua própria inscrição para vacinar, já que seria mais prático e menos demorado em relação a inscrição a partir da federação.

ATSV não concorda com organização dos campeonatos regional e nacional

Paulo Monteiro avança que, há 3 meses, as associações de ténis e federação reuniram-se para discutir a possibilidade da organização do campeonato nacional ainda este ano e a ATSV mostrou-se contra, “pois não há qualquer condição para a realização desta competição”.

“Se está difícil organizar campeonatos regionais quanto mais o nacional, sem contar que tem toda uma logística que tem que ser levado em conta e isso implica no nacional levar menores para outra ilha e que, certamente, os pais ainda não vão permitir. Há que ter em contam também os custos do transporte, já que temos que evitar aglomerações.”, explica.

Acrescenta que são muitos fatores que aumentam os custos e claramente não há condições para tal.

Gestão corrente, sem apoio e sem candidatos

Entretanto, Paulo Monteiro esclarece que, este ano, a associação está a pensar a questão da continuidade dos órgãos de gestão, tendo em conta que o atual corpo diretivo terminou o seu mandato no ano passado, mas que ainda continua com uma gestão corrente.

“Muito provavelmente este ano vamos ter que fazer eleições, se calhar no segundo semestre, para novos órgãos diretivos”, avança Monteiro.

Segundo a fonte, com pandemia não havia quaisquer condições de avançar com eleições, sem contar que ninguém quer assumir a Associação de Ténis de São Vicente, o que também dificulta a planificação de atividades deste e do próximo ano.

O mesmo afirma que não têm apoio financeiro da federação nem da Câmara Municipal de São Vicente e de órgãos do governo. Informa desde 2016 como presidente continua assumindo a associação com “dinheiro do seu próprio bolso”, concluindo que isto é claramente “insustentável”.

Arménia Cahantre/Redação

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