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São Vicente: Abraão Vicente pede ao sector privado para tirar “maior proveito” da Ocean Race 17 Janeiro 2023

O ministro do Mar exortou hoje os operadores do sector privado a tirarem “maior proveito” da estada da maior regata do mundo, no Mindelo, e fazerem “negócios excepcionais” com a abertura da Ocean Race Village.

São Vicente: Abraão Vicente pede ao sector privado para tirar “maior proveito” da Ocean Race

Abraão Vicente fez o apelo, no Mindelo, ao ser questionado pela imprensa sobre os preparativos da chegada dos veleiros da Ocean Race, aguardados no Mindelo a partir desta sexta-feira, 20, até dia 25.

O evento, segundo o governante, vai dinamizar a economia da ilha de São Vicente, mas, advogou, é preciso que os operadores locais, nomeadamente, restaurantes, bares, artesãos, lojas e outros, saibam tirar proveito.

“Esse é um trabalho que o Estado não pode fazer”, advertiu, apontando o exemplo de há poucos dias com a passagem de um barco cruzeiro com centenas de passageiros a visitar uma “cidade parada”.

“Aqui o sector privado tem de perceber que o Estado não faz milagres se não se quiser pagar horas extras aos funcionários para manter os negócios abertos”, disse, com a ideia de que Mindelo tem de aprender a estar “mais disponível a nível comercial” para quem chega à ilha.

“São momentos excepcionais, que se fazem negócios excepcionais, depois a cidade pode dormir”, lançou Abraão Vicente.

O ministro do Mar assegurou ainda que as instalações para Ocean Villlage, no Porto Grande, estão praticamente todas montadas e também está pronto o Ocean Summit, que vai contar com a participação do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, do secretário-geral da Nações Unidas, António Guterres, e do primeiro-ministro de Portugal, António Costa.

“Neste momento há uma grande expectativa, os hotéis no Mindelo estão todos esgotados e estamos a recorrer a casas e moradias para aluguer”, explicou a mesma fonte, referindo-se a uma “dinâmica económica bastante pujante” para um mês de Janeiro.

A chegada da regata Ocean Race, marcará, ajuntou, uma “nova fase” para os desportos náuticos e de lazer em Cabo Verde, tanto assim é que a empresa dos Portos, Enapor, já decidiu pela transferência futuramente de toda a infra-estrutura, de cerca de 80 mil contos, onde se inclui os pontões e outras montadas no Cais II, do Porto Grande, para junto dos estaleiros da Cabnave, zona previamente definida para receber o Ocean Race.

“Nós, infelizmente, não conseguimos cumprir a promessa que com a chegada da Ocean Race estar reabilitado o tanquinho e todo o caminho a partir da Laginha, por questões financeiras, mas, também por algum atraso do grupo que ficou de dar um contributo mais concreto”, admitiu Abraão Vicente.

Mesmo assim, reiterou, o evento vai ter um “impacto indesmentível” na ilha e São Vicente que terá projecção internacional, assim como Cabo Verde, que agora, de dois em dois anos, será uma das paragens da regata, sendo um “centro dos desportos náuticos, com epicentro no Mindelo”.

A regata The Ocean Race 2023 terá cinco veleiros na classe IMOCA e seis na classe VO65, todos capazes de percorrer mais de 600 milhas em 24 horas e conta chegar a Mindelo no final desta semana.

Para dar mais detalhes sobre o assunto, a equipa da organização e os coordenadores das várias operações logísticas têm agendado para esta quarta-feira, 18, uma conferência de imprensa para se fazer um ponto de situação sobre a competição e possível previsão da chegada da frota.

A Semana com Inforpress

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