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São Vicente: Acusado de pedofilia “não é nenhum religioso” mas sim prestava serviço na capela de Salamansa 18 Abril 2019

O vigário-geral da Diocese do Mindelo esclareceu hoje,17, que o indivíduo detido pelas autoridades por alegados casos de pedofilia não era “nenhum religioso”, mas sim prestava serviço na capela de Salamansa e pede “cautela” na hora de informar.

São Vicente: Acusado de pedofilia “não é nenhum religioso” mas sim prestava serviço na capela de Salamansa

Segundo Padre Paulo Vaz, desde esta terça-feira em que a notícia de alegada prática de pedofilia foi publicada num dos jornais da praça, que a Diocese do Mindelo tem sido “crucificada”, contudo, conforme explicou à Inforpress, “as coisas não são bem assim”.

O indivíduo em questão, que fora detido esta semana pelas autoridades por abusos a menores de idade, na verdade, ajuntou, “não é nenhum religioso”, mas sim colaborava com a capela de Salamansa, onde tudo aconteceu.

“Não foi nenhum religioso e nenhum responsável da igreja, porque não foi nem o bispo e nem os padres, e nenhum pessoal consagrado ao serviço dos cristãos, mas sim é um indivíduo que prestava serviço e colaborava com esta capela”, elucidou o vigário-geral da diocese, que, mesmo assim, disse lamentar o sucedido, que está sendo seguido de perto pelos responsáveis da igreja católica em São Vicente.

Até porque, segundo a mesma fonte, o alerta foi dado pelo pároco da igreja de Nossa Senhora da Luz, da qual faz parte a capela da localidade piscatória de Salamansa, que tomou conhecimento do caso e o comunicou ao bispo D. Ildo Fortes e de seguida accionaram as autoridades, como a Polícia Judiciária e o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA).

Por isso, considerou Padre Paulo Vaz, que os meios de comunicação devem procurar fazer o contraditório, uma vez que a notícia tem gerado uma “enorme confusão” no seio da igreja do Mindelo.

“Lamentamos o sucedido, mas é preciso ter cautela porque pode-se aproveitar estas oportunidades de lançar a poeira e mostrar que todos os religiosos são criminosos, quando existem mais é pessoas de bem”, reforçou, adiantando que a igreja católica em São Vicente e Cabo Verde “nunca teve casos de pedofilia”.

Neste sentido, conforme o vigário-geral da Diocese do Mindelo, estão trabalhando e colaborando com as autoridades para que o “responsável seja punido”.

Por outro lado, afiançou, têm prestado solidariedade e ajuda às crianças vítimas deste acontecimento, tal como fizeram, ajuntou, aquando de casos acontecidos há já algum tempo na ilha de Santo Antão, cometidos por indivíduos da sociedade civil, refere a Inforpress.

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