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São Vicente: Alunos da Universidade Lusófona de Cabo Verde denunciam situação de abandono e incerteza no futuro 08 Janeiro 2021

Os estudantes do quarto ano do curso de Ciências de Comunicação da Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), no Mindelo, chamaram a imprensa esta sexta-feira, 08, para denunciar situações de “abandono e incerteza no futuro” e “descaso” das autoridades.

São Vicente: Alunos da Universidade Lusófona de Cabo Verde denunciam situação de abandono e incerteza no futuro

Conforme Ângela Pinto, que falou em nome dos 11 estudantes da turma, uma das maiores preocupações é a falta de comunicação, entre os estudantes e a direção, que está sendo feita de “forma desonesta”, escreve a Inforpress, noticiando que, neste momento, os académicos estão sem professores e com notas congeladas por falta de pagamento dos salários aos docentes.

“Já sendo estudantes do quarto ano, merecíamos uma dinâmica diferente no nosso curso, arrancámos com quatro cadeiras quando deveríamos ter seis”, explicou a estudante, confirmando que uma professora se ausentou logo no início, e outras das cadeiras, de cariz prática. A direcção “tentou empurrar de forma estúpida, para ser feita online, quando a escola não tem as mínimas condições para isso”, realça.

“A escola não tem internet, não tem computadores e nem projector, então tivemos que recusar essa aula porque não havia condições”, explicou Ângela Pinto, acrescentando que ficaram com duas cadeiras lecionadas por um único professor, mas que suspendeu logo depois, devido à falta de compromisso da escola”, conforme a nossa fonte.

Os estudantes alegam que, neste momento, sentem-se “abandonados” porque foram comunicados da situação apenas pelo professor, que é uma “pessoa de consciência e de sensibilidade humana”, mas dizem que a direcção da Universidade, até agora, não lhes disse nada sobre a situação. “Esta mesma “direcção de fachada”, que tem à frente a administradora Lenilda Duarte, que ainda assim nem sempre nos atende. Estamos sem esclarecimento, sem informação de como poderemos fazer estágio, estamos a boiar e sem saber o que poderemos fazer daqui para a frente e no último ano do curso, não podemos estar assim”, considerou, adiantando que apesar das notas congeladas os alunos da turma têm cumprido com o pagamento da propina todos os meses, cita a Inforpress.

Diante de tudo isto, a representante adianta que não podem pagar por erros da Universidade, que está com uma “desorganização total” e nem ser “penalizados e temendo pelo futuro”, já que todos têm um objectivo.

“Eu sou empregada, mas temos colegas que vão sair para um mercado de trabalho sem bagagem”, considerou Ângela Pinto, que disse que devido ao congelamento das notas, a universidade tem vindo a fornecer uma “declaração totalmente falsa, com notas administrativas”, escreve a mesma fonte.

A porta-voz dos alunos disse ainda que nesta declaração estão a classificar todos os alunos com 16 valores, quando “uns nem a merecem” e outros podem ser prejudicados, já que precisam das notas para apresentar nas instituições de que são bolseiros.

Esperam assim que as autoridades solucionem este problema, através da Agência Reguladora do Ensino Superior, a qual acusam de um “certo descaso”, já que há alguns meses estiveram na universidade e puderam constatar a “situação precária” até na higienização, cita a Inforpress. “Estão a fazer descaso sim, porque a universidade se calhar não deveria andar, deviam passar-nos para outra universidade”, reiterou.

Entretanto, para mais esclarecimentos sobre o sucedido, o jornal Asemana tentará contactar a administradora, deste estabelecimento de ensino, Lenilda Duarte, que, provavelmente deverá pronunciar e reagir posteriormente as denuncias referidas.

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