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São Vicente: Augusto Neves afasta hipótese de falência técnica da câmara e atira-se a Alcides Graça 12 Outubro 2018

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, negou hoje que a autarquia esteja a caminhar para falência técnica, como sugerido pelo coordenador do PAICV local, que acusou de político “fracassado e abandonado”.

São Vicente: Augusto Neves afasta hipótese de falência técnica da câmara e atira-se a Alcides Graça

Na véspera, Alcides Graça (PAICV) tinha denunciado, em conferência de imprensa, que Augusto Neves está a levar o município de São Vicente para o caminho da “falência técnica”, a julgar pela dívida pública municipal que “põe em causa a sustentabilidade financeira” do município.

Hoje, também em conferência de imprensa, Augusto Neves respondeu ao seu adversário político, negando todas as acusações.

A começar pelo orçamento de 2019, “real e digno” para a ilha, pois, hoje, aludiu o autarca, o seu município pode contar com os fundos do ambiente, do turismo e rodoviário, para além dos contratos-programa, “o que não acontecia no tempo do PAICV”.

Sobre o empréstimo de 200 mil contos, incluído no orçamento de 2019, Neves disse que o mesmo será utilizado na requalificação de ruas do centro histórico da cidade, na reabilitação do prédio da ex-Conservatória dos Registos e Notariado, património histórico, e na asfaltagem da avenida da Ribeirinha, uma das zonas mais populosas da cidade.

“Esta câmara é sólida e temos espaço até para fazer mais dívidas”, reforçou.

“Gostaríamos de ter mais dinheiro e poder requalificar todas as estradas e anéis desta cidade-ilha, mas faremos isto pouco a pouco”, ajuntou, explicando que essas e outras obras abrirão “mais oportunidades” de emprego aos jovens, assim como o descongelamento de vagas autorizado pela Assembleia Municipal para abertura de concurso público na câmara.

“Alcides Graça confunde concurso público para preenchimento de vagas de emprego na câmara com entrada de generais de campanha eleitoral”, prossegui Neves, para quem o coordenador local do PAICV é “um ignorante” em matéria económica e que se arma em “economista falhado”.

Sobre as “dívidas reais” da câmara, o presidente sustentou que os empréstimos que têm sido feitos junta à banca estão “plasmados nos orçamentos e são feitos com base em estudos de viabilidade e de acordo com as leis das finanças locais.

“Portanto, estamos com espaço à-vontade, vamos chegar a 12% das receitas correntes quando o limite são 15%, e a câmara tem feito um trabalho para melhorar os seus serviços administrativos para uma cobrança mais eficaz das taxas e impostos”, clarificou.

“Nunca conseguiríamos trabalhar com a banca e a assembleia municipal sem estudo de viabilidade, sem o trabalho do orçamento”, referiu em resposta à acusação de que anda a esconder dívidas e a empolar as receitas.

Finalmente, Neves disse que a câmara “nunca pagou salários atrasados”, que “paga sempre nos dias 18 e 24 de cada mês”, e sobre a acusação de fazer orçamentos com fins eleitoralista respondeu que Alcides Graça “está com pressa”, mas que ainda há mais orçamentos para se aprovar, e que a sua missão enquanto presidente da câmara é trabalhar para São Vicente, com “muito apoio” das empresas, o que é “ revelador de credibilidade”. A Semana/Inforpress

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