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São Vicente: Bastonário da Ordem dos Advogados aconselha novos profissionais a investir em outras áreas de direito 10 Novembro 2022

O bastonário da Ordem dos Advogados de Cabo Verde exortou hoje os novos advogados a investirem em outras áreas do direito e terem “mais ambição” para verem mercado não só nacional, mas, a nível mundial.

São Vicente: Bastonário da Ordem dos Advogados aconselha novos profissionais a investir em outras áreas de direito

Hernâni Soares, que falava à imprensa à margem do I Congresso dos Advogados de Cabo Verde, que acontece, no Mindelo, entre hoje e sexta-feira, admitiu que a crescente entrada de novos advogados é uma oportunidade para a advocacia se desenvolver.

“Nós temos diversas áreas jurídicas ainda mal exploradas e é preciso que haja melhor organização para que os serviços não percam valor”, sustentou a mesma fonte, para quem, às vezes, novos profissionais tentam combater a concorrência através do preço, o que, a seu ver, “não é de todo desejável”.

O bastonário entende que a concorrência deve ser vencida através da qualidade e da aposta em novas áreas do direito, que em Cabo Verde são “de certa maneira virgens”.

Como exemplo, Hernâni Soares apontou a área dos direitos do autor e propriedade intelectual, que começa a vigorar no País, mas, ainda não há advogados cabo-verdianos especializados nesta área que atinge dimensões mundiais.

“É preciso que a democracia deixe a sua fronteira nacional para os advogados começarem a olhar, de facto que a fronteira não é só o nosso mercado”, aconselhou.

Aliás, o primeiro Congresso dos Advogados Cabo-verdianos decorre sob o lema “Uma advocacia para os novos tempos”, que, acredita o bastonário, tem de tirar proveito das novas tecnologias e usar essas ferramentas para “melhor gerir” os escritórios.

“Cabo Verde não pode ficar atrás com essas novas opções tecnológicas que estão a acontecer e que trazem maior desafio ao advogado no sentido de adaptar-se”, lançou Hernâni Monteiro, exortando os profissionais da classe a trazerem as novas valias para a profissão que podem se encontrar mundialmente.

Entre os oradores do congresso está o ex-Presidente da República e jurista, Jorge Carlos Fonseca, que abordou o tema “Direitos humanos num mundo em mudanças” e que considerou que os novos tempos “não estão muito favoráveis para os direitos humanos”.

“Vivemos num tempo, seja ele universal, seja ele mais local, em que têm alguma aceitação ideias propostas mais próprias do autoritarismo”, defendeu Jorge Carlos Fonseca, apontando como exemplo a guerra na Ucrânia vista como uma “grave violação aos direitos humanos”.

Neste sentido, segundo a mesma fonte, cabe aos advogados a defesa da Constituição, do Estado de direito democrático, das liberdades e garantias e da justiça social, direitos, que, ajuntou, devem estar na primeira linha.

O encontro dos advogados cabo-verdianos prossegue até esta sexta-feira, 11, e deverá contar com o encerramento da ministra da Justiça, Joana Rosa, que não pôde estar na abertura. A Semana com Inforpress

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