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São Vicente: CNAD prepara-se para em pouco tempo inaugurar o seu novo espaço 23 Mar�o 2021

Com o novo espaço a ser reabilitado e ampliado, o Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) tem aproveitado essa condição pandémica para programar e organizar para receber o novo espaço que é considerado pelo diretor, “uma espécie de farol para o mundo”. As atividades continuaram, mesmo com certa limitação.

São Vicente: CNAD prepara-se para em pouco tempo inaugurar o seu novo espaço

Ao Asemanaonline, o diretor do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design, Irlando Ferreira, diz que o CNAD não cinge só ao equipamento cultural que é o edifício, mas sim tem o grande eixo que é o desenvolvimento do setor do artesanato e do design de Cabo Verde.

“Está em curso projetos nas ilhas, tendo em conta que o CNAD enquanto instituto tem uma responsabilidade nacional e está-se a aproveitar também para cuidar e organizar os acervos que têm muitos trabalhos em decorrência”, explica Irlando.

O responsável por este espaço avança que as exposições têm decorrido em parceria com o Centro Cultural do Mindelo, outras galerias nomeadamente Zero Point Art, e também temos um programa “CNAD mar a fora” , onde se pode fazer exposições em parceria com outras galerias e outros espaços culturais de outras ilhas e mesmo fora de Cabo Verde.

A CNAD decidiu não cancelar a URDI por causa da pandemia, recorrendo ao meio digital e de forma presencial, tendo em conta todas as normas de segurança. Forma essa que foi usada no ano anterior numa atuação a nível nacional em rede e se conseguiu, segundo o diretor, criar efetivamente uma grande plataforma mais reforçada para a promoção do artesanato, do design e das artes plásticas.

«Nesses próximos dias estamos focados em concluir o processo de entrega dos cartões e das cartas dos artesãos que vão formaliza-los enquanto setor. Estamos forcados também no fecho da curadoria, no fecho da identidade visual do CNAD, da programação do centro, e também da preparação do URDI. Estamos em tempos de pandemia e estamos a alinhavar os passos fundamentais do ano. Estamos a preparar para a abertura e inauguração do CNAD logo que esteja pronto. Neste momento estamos com o projeto ’renda Brava’ que está a decorrer na ilha Brava que tem uma equipa de rendeiras e designers que está a trabalhar desde 2018 neste processo. São vários coisas a decorrem ao mesmo tempo e em paralelo», informou.

Contribuição do novo edifício para a cultura

“O espaço vai ser importante não só para Mindelo, Cabo Verde, mas sim vai ser uma espécie de farol para o mundo”, enfatiza o dirigente que acrescenta que, com a reabertura do CNAD, vai ter não só a parte museológica mas também a parte formativa com “um acervo bem cuidado, duas galerias de contemporaneidade”.

Criar um diálogo muito mais aberto e muito mais amplo, também com participação de outros grandes artistas do mundo, é um dos objetivos do centro. “A ideia é que o CNAD seja um grande polo cultural a partir de Cabo verde em diálogo com o mundo seja de Africa, Europa, América latina, entre outros. E acredito que vai criar uma nova visão sobre aquilo que é promoção cultural no país”, salienta.

Irlando reconhece que há um grande potencial artístico e cultural, mas do ponto de vista da gestão cultural, da curadoria e esse tipo de linguagem e matéria são particularmente recentes no nosso contexto. É de ideia que cada vez mais está-se a abrir um campo para estar em diálogo com o mundo pela via da atualidade e o conteúdo artístico colocado em marcha a partir do centro.

Irlando Ferreira acredita que o novo edifício será “bom influenciador” e uma grande referência para as outras ilhas, outros municípios e outros espaços.

O que encontrar no espaço?

Vão encontrar um centro de investigação e biblioteca para a parte de conhecimento científico, duas galerias extremamente preparadas para exposições, espaço museológico onde podem perceber e contar as suas próprias histórias a nível do desenvolvimento da cultura e das artes em CV, loja para produtos artesanais e design, espaço de acervo onde as obras de arte, artesanato e design, vão estar devidamente acondicionados, espaço de formação e residência, pátio multiuso para pequenas feiras, concertos, exposições e instalações. Terá ainda uma cafetaria para dialogar e trocar experiências.

O período de implementação do projeto que está em curso, tanto a curadoria, a entidade visual, o design de interior e todos os projetos em paralelo. A partir do momento que a obra estiver pronta, é fazer a implementação e depois inaugurar CNAD. “

“O objetivo nunca foi inaugurar a obra, mas sim inaugurar o CNAD, enquanto equipamento cultural a funcionar”, destaca o diretor, que avança que o termino está previsto para daqui a dois meses no máximo a nível das obras.

AC/Redação

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