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São Vicente: Candidaturas fazem diagnóstico do setor da saúde e prometem melhorias 12 Abril 2021

Com a campanha quase na reta final, em São Vicente os quatros partidos concorrentes às legislativas de 18 de Abril estão somente a reforçar as suas mensagens pelas diversas localidades da ilha. A pedido deste jornal, os candidatos analisam os constrangimentos e avanços registados no sector da Saúde. Para o MpD, a área de saúde teve alguns ganhos durante este mandato. Já os outros 3 partidos (UCID, PAICV e PTS) afirmam que o sector está a passar por sérias dificuldades quanto aos serviços prestados, realçando as altas taxas moderadoras, a falta da organização do próprio espaço hospitalar, entre outros aspectos.

São Vicente: Candidaturas fazem diagnóstico do setor da saúde e prometem melhorias

“Os cancros” no setor da saúde que precisam ser resolvidos - UCID

Em entrevista ao Asemana online, o candidato da lista da UCID, João Luís, diz que o partido está a par de toda a situação do setor de saúde de São Vicente e concluíram que equipamentos de diagnósticos têm sido “um cancro” para o pessoal que precisa de exames diagnósticos.

O democrata cristão menciona ainda, as altas taxas moderadoras, sem falar das longas filas de espera para consultas de especialidade, e não só, no Hospital Batista de Sousa.

João Luís, o 5º candidato da lista da UCID, não deixou de apontar a comparticipação do INPS na compra de medicamentos que é “muito diminuta” e que não facilita os contribuintes quando “têm esta pretensão ou estão com problemas de saúde”.

Com estes e outros problemas, a UCID pretende apostar num hospital de referência em São Vicente, nesta que é uma reivindicação muito antiga do partido, com mais equipamentos de diagnóstico, e pensar também em trazer melhorias aos centros de saúde e a Delegacia de Saúde desta ilha.

Relativamente as taxas moderadoras, o partido pretende, caso seja poder a partir de 18 de Abril, reduzí-las ou eliminá-las, já que, conforme enfatizou, “a saúde é um bem raro e caro e não podemos asfixiar a população”.

Os democratas cristãos propõem um regime de exclusividade para, pelo menos 50% dos médicos que trabalham no Hospital Batista de Sousa, como forma de evitar filas de espera para consultas de especialidade.

Almejam capacitar os agentes médicos e enfermeiros para que possam estar à altura de prestar um bom serviço de cuidado de saúde à população Sanvicentina, melhorar a atuação da farmácia de Estado e a comparticipação do INPS nas receitas médicas e também nas consultas médicas dos utentes.

Joáo Luis garante que, se conseguir «o voto em massa do eleitorado em São Vicente», a UCID promete colocar em prática estas medidas que seriam “uma mais valia não só para São Vicente, mas também para toda a região norte do país”.

Esta segunda-feira, os residentes das zonas de Fonte Francês, Fernando Pó e Ribeira de Craquinha foram recebidos pela UCID, e amanhã a caravana do partido vai estar nas localidades de Chã Alecrim e Madeiralzinho.

PTS defende aumento do Orçamento de Estado para o setor da saúde

O PTS acredita que, o sistema de saúde em São Vicente “está péssimo e precisa evoluir” e que o Hospital Agostinho Neto da Cidade da Praia apresenta melhores condições.

Indica ainda que os vários problemas encontrados neste setor resultam de um orçamento de Estado muito baixo, o que, segundo diz, representa somente 8% e que os privados ganham mais com isso.

Jailson d’Aguair considera que a falta de médicos suficientes para dar respostas às grandes filas de espera, vem agravando cada dia mais a situação.

O partido enfatiza a necessidade de criar mais quadros e dar oportunidades para que todos sejam qualificados.

Salienta ainda, a importância de aumentar o orçamento de Estado para este setor, que diz ser o mais importante. O candidato está consciente que o setor privado é importante, mas acrescenta são muito caros os serviços que prestam e a maioria das pessoas não têm condições para os pagar.

Esta segunda-feira, a caravana do PTS restringiu as suas deslocações a localidade de Madeiralzinho e esta terça-feira o foco será as comunidades de Alto Mira-mar e Alto Solarine.

MpD está confiante que o governo conseguiu dar respostas ao setor da saúde

O terceiro candidato da lista do MpD para o Circulo eleitoral de São Vicente, João Gomes, está convito que o partido investiu o suficiente para que o setor de saúde estivesse melhor até esta data.

Acredita que as intervenções no Hospital Batista de Sousa, desde ampliações e adaptações de algumas áreas da unidade hospitalar, equipamentos novos, melhoramento de alguns serviços, reabilitação do edifício, construção do edifício para hemodialise foram ganhos enormes para a saúde em São Vicente.

Não deixou de mencionar o edifício da Delegacia de Saúde que foi construído pelo anterior governo, mas que com a governação de Ulisses Correia e Silva esta infraestrutura veio apresentar melhores condições com “investimentos em grandes equipamentos que estão avaliados num valor superior a 300 mil contos”.

Em relação aos centros de saúde garante que foram dadas as devidas atenções, com destaque para o antigo centro da zona da Bela Vista que hoje apresenta melhores condições físicas e no alargamento de serviços.

Gomes aponta ainda que, o Centro de Terapia Ocupacional (CTO) localizado na Ribeira de Vinha, já está pronto e que falta, neste momento, só a inauguração do espaço.

Relembra que, ainda está em construção o Centro Ambulatório do Hospital Batista de Sousa.

Este candidato do MpD afirma, afincadamente, que houve “ganhos” a nível da saúde e que “a população reconhece estes ganhos”. Contudo, frisa que é possível fazer mais e que gostariam de ter feito mais.

A comitiva do partido ventoinha fixou as suas atenções, esta segunda-feira, no centro da cidade do Mindelo e esta terça-feira, desloca as zonas de Bela Vista e Pedra Rolada.

PAICV quer melhorar o setor da saúde

Já o PAICV afirma que Hospital Batista de Sousa já não funciona como dantes, e que há um certo “descontentamento” por parte dos utentes, que conforme Eder Brito, décimo sétimo candidato da lista, o setor tem passado por muitas dificuldades, principalmente no que se refere às taxas moderadoras que estão mais altas, com pessoas a ganhar um salario mínimo de 13 mil escudos sem contar com os vários desempregados.

Eder aponta a grande dificuldade na marcação de consultas, análises e de exames, derivado da mudança de espaços dentro do hospital, o que acaba por gerar “uma grande confusão”.

O candidato indica que, “o que está pior e a agravar-se” é a dificuldade em realizar as análises e os exames marcados que é justificado com máquina danificada, falta de reagentes, entre outros motivos, que inclusive, acrescenta, preocupa muitos médicos. Com esta situação, rossegue Brito, as pessoas têm uma única opção que é dirigirem-se ao setor privado.

No entanto, segundo o mesmo, é importante realçar que o PAICV não é contra a existência de clinicas privadas, mas elas “são opção para quem tem condições financeiras” para tal.

“Um Cabo verde para Todos” quer investir na saúde e fazer com que cada cabo-verdiano tenha acesso aos serviços do hospital público “para que o utente não tenha que ser obrigado a recorrer ao privado”.

“Temos que continuar a descentralizar a saúde, investido nos centros de saúde com médicos de família, que as marcações de consultas, exames ou análises sejam feitos nos centros”, sublinha Eder que faz questão de realçar a importância da Delegacia de Saúde que foi considerada “uma peça chave muito importante para minimizar e mitigar a Covid-19 na ilha”. Por isso, diz que o PAICV quer continuar a investir na infraestrutura de saúde.

Esta segunda-feira, o partido da estrela negra esteve novamente em Fonte Felipe e esta terça-feira promete estar em Monte, Campim e Dji d Sal para contatos porta-a- porta com os seus residentes.

AC/Redação

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