Conforme o porta-voz Walter Silva avançou à imprensa, a manifestação surgiu da “iniciativa de professores para professores”, que querem assim “mais dignidade”, aumento salarial ou então reajuste dos salários face à inflação.
“Queremos também melhores condições, porque hoje temos professores que trabalham com 37 alunos dentro de uma sala de aula, contando que temos cinco-seis avaliações para fazer. É literalmente desumano”, considerou.
O professor enumerou ainda outras reivindicações como o descongelamento na carreira, como a progressão, promoção, sendo que a “melhor opção”, segundo a mesma fonte, seria a aprovação de um novo estatuto da carreira docente.
Questionado sobre o facto de o Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) se ter demarcado do movimento, Walter Silva explicou que a iniciativa começou na Cidade da Praia, alastrando para outras ilhas e tornando-se nacional e com “mais do que motivos” para estarem descontentes.
Até porque, lembrou, ainda têm pendências desde 2013 para serem cumpridas e com o último aumento salarial actualizado em 2015.
“Não importa o professor, não importa a cor, não importa a escola, hoje o que importa é o professor e toda a classe de educadores”, advogou a mesma fonte, adiantando terem na manifestação desde professores do ensino básico, secundário e ainda educadores de infância que “estão também em situação precária”.
Walter Silva asseverou que, caso a iniciativa não surtir efeito, vão fazer outras formas de luta e, inclusive, estão dispostos a participar da outra manifestação do Sindep marcada para 04 de Novembro.
Gritando palavras de ordem como “Mais respeito e mais dignidade”, “Salário justo”, “Basta de exploração” e outras, os professores, no Mindelo, iniciaram o percurso a partir da Praça Dom Luís, passando por artérias como a rua de Lisboa, avenida Baltazar Lopes, Praça Nova e terminaram em frente à Delegação da Educação em São Vicente, onde se concentraram por alguns minutos, antes de dispersarem.
A Semana com Inforpress