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São Vicente: Centros de Saúde com ruptura de stock de pílulas contraceptivas e preservativos 06 Abril 2019

Os centros de saúde de São Vicente registam neste momento uma ruptura de stock de pilulas contraceptivas e preservativos, que poderão estar na origem do aumento de casos de gravidez, segundo fontes próximas a estas instituições de saúde.

São Vicente: Centros de Saúde com ruptura de stock de pílulas contraceptivas e preservativos

Esta situação, que abrange todas estas infra-estruturas, pôde ser comprovada “in loco” pela reportagem da Inforpress no centro de saúde de Chã de Alecrim, onde as pílulas contraceptivas estão a ser aviadas apenas uma carteira, por cada controlo de planeamento familiar, quando normalmente são fornecidas três.

Quanto aos preservativos, a popular camisinha, o centro de saúde, conforme os responsáveis, não dispõe neste momento de nenhuma caixa para atender aos pedidos dos utentes.

A mesma situação, que garantem ser semelhante nos outros centros da ilha como um “verdadeiro constrangimento” que está a ter “réplicas” desde final do ano passado e que parece estar na origem do aumento de grávidas, desde o início do ano.

“Desde o início do mês de Janeiro registamos mais de 17 grávidas e se continuar assim vamos continuar a ter mais”, assegurou uma fonte próxima a um dos centros de saúde.

Entretanto, segundo uma fonte do Centro de Saúde de Bela Vista, responsável pelo sector de saúde reprodutiva na ilha, a requisição para estes materiais foram feitas desde Fevereiro, mas que até agora não foram aviadas pela Direcção-Geral de Farmácias, na Cidade da Praia.

A Inforpress contactou o delegado de Saúde de São Vicente para o confrontar com estas informações, mas este assegurou não ter conhecimento desta situação.

Entretanto, como a Inforpress já tinha noticiado antes, esta ruptura de stock dos medicamentos contraceptivos, no caso a pílula, não é nova e já se tinha verificado no final do ano passado, no mês de Setembro.

Um “constrangimento” que a então responsável pelo sector de Saúde Reprodutiva do Centro de Saúde de Bela Vista, Emely Santos, afirmava acontecer “pela primeira vez”, para este medicamento fornecido pela Direcção-Geral de Farmácias.

Por aquela ocasião estavam sendo tomadas, conforme a mesma fonte, “algumas medidas” para diminuir o impacto, por exemplo de passar receitas para utentes obterem esta pílula, que é comparticipada pela previdência, nas farmácias.

Por outro lado, ajuntou, recomendava-se também a experimentação de outros métodos contraceptivos, conclui a fonte referida.

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