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São Vicente: Comerciantes relatam movimentação “tímida” nas lojas mas expectantes por melhorias 24 Dezembro 2019

A um dia do Natal, os comerciantes na ilha de São Vicente afirmam que a movimentação nas lojas está fraca, mas dizem-se expectantes por melhorias nas próximas horas, sobretudo por causa da preparação para a ceia.

São Vicente: Comerciantes relatam movimentação “tímida” nas lojas mas expectantes por melhorias

Esta situação foi confirmada pela Inforpress durante uma ronda pelos estabelecimentos comerciais, desde lojas de brinquedos, de electrodomésticos, supermercados e boutiques em diversos pontos da cidade do Mindelo.

Numa loja de calçados, na rua Cristiano de Sena Barcelos, próxima aos Correios de Cabo Verde, a responsável afirmou que este ano tem registado poucas vendas, apesar de se estar nas vésperas do Natal.

“Relativamente ano passado, a venda está muito fraco. Mas, pode ser que isso esteja a acontecer porque ainda estamos à espera de produtos novos. Espero que a partir do dia 24, até ao fim-de-ano o movimento ganhe impulso, porque as pessoas gostam de deixar tudo para as últimas horas,” analisou Elsa Delgado.

Na Rua 5 de Julho, numa loja de electrodomésticos, o gerente disse que até agora atingiram apenas 25 por cento (%) das vendas, comparadas com as registadas no ano passado.

Há muita gente que visita a nossa loja, mas o poder de compra está fraco. Os clientes entram e procuram pelos brinquedos mais baratos. Hoje, vendi 14 brinquedos por três mil escudos, porque ele escolheu o mais barato,” afirmou o gerente Imad.

Segundo a mesma fonte, talvez esta fraca saída dos produtos esteja relacionada com o facto de muitas pessoas ainda não terem recebido os salários de Dezembro para comprar presentes e electrodomésticos.

“Antigamente, as empresas pagavam o vencimento desde o dia 15. Nós, por exemplo, pagamos desde esse dia para dar aos nossos trabalhadores as possibilidades de comprar,” acrescentou o gerente, que disse que essa “movimentação tímida regista-se em grande parte nas lojas que visitou.”

Ainda na Rua 5 de Julho, numa loja de brinquedos, a gerente Nádia Fonseca relatou que a venda esteve baixa, mas ganhou um pouco de impulso a partir de sexta-feira à tarde até sábado de manhã. No domingo, “o ritmo arrefeceu”, mas mostrou-se expectante de que até o dia 24 haja “uma boa movimentação e que os produtos satisfaçam os clientes”.

Mais optimistas estavam os gerentes de dois supermercados na Rua D’Praia. Nessas lojas, a azáfama estava “em alta”, com as pessoas a comprar géneros alimentícios para a Ceia de Natal.

“A venda está boa, os produtos para a ceia estão a sair e acreditamos que a partir de amanhã vamos registar ainda mais uma subida nas vendas”, disse Ana Paula.

No outro supermercado, a responsável, Vanessa Sousa, referiu que a saída de produtos só “aumentou a partir de sexta-feira e deve intensificar-se” na terça-feira, com as compras de produtos alimentícios e furtos secos para a Ceia.

Apesar da maioria desses comerciantes relatarem fraca movimentação, a Inforpress constatou que nas lojas chinesas a procura de presentes estava mais intensa, sobretudo devido aos preços mais baixos.

A mesma intensidade verificou-se nos bancos comerciais com filas extensas de pessoas ávidas por levantar dinheiro e fazer pagamentos antes do Natal. A Semana com Inforpress

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