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São Vicente: Deputados do PAICV consideram que há retrocesso na saúde e que HBS deixou de ser referência 05 Novembro 2021

Os deputados do PAICV (oposição), eleitos pelo círculo de São Vicente, defenderam hoje que a saúde sofreu um retrocesso na ilha nos últimos anos, e que o Hospital Baptista de Sousa deixou de ser referência de saúde nacional.

São Vicente: Deputados do PAICV consideram que há retrocesso na saúde e que HBS deixou de ser referência

Esta posição do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) foi manifestada por João do Carmo após ter efectuado, junto com a deputada Josina Freitas, um conjunto de visitas às estruturas de saúde na ilha de São Vicente, no âmbito da preparação do debate com o ministro da Saúde no parlamento.

Segundo João do Carmo, há fraca execução do Governo do MpD em vários sectores de governação, há claramente um retrocesso no sector da saúde e o Hospital Baptista de Sousa (HBS) que sempre foi uma referência de saúde em Cabo Verde deixou de ser.

Um dos exemplos, explicou, é a falta de um aparelho Tomografia Axial Computadorizada (TAC) no HBS, para serviço público de saúde, principalmente para as pessoas mais carentes.

“A parceria público-privada é fundamental, ajuda o sistema, mas a prioridade terá de ser o serviço público. Na reunião com a direcção do HBS defendemos que o hospital merece e tem de ter um aparelho de TAC próprio do sistema público. Não podemos depender da parceria público-privado que até há dias facilitava duas consultas mensais e que, somente há pouco tempo, que o contrato foi renovado, é que passou para sete consultas mensais”, criticou o eleito nacional, para quem esta situação está a “favorecer o privado e afrontar as pessoas” que têm de fazer campanha de arrecadação de dinheiro para ter o serviço.

Conforme João do Carmo, há uma “indelicadeza para com o pessoal do próprio sector da saúde que deixou de ter prioridade na marcação de consultas”, além das “dificuldades” também sofridas pela população em geral.

“Isso provoca desmotivação e os profissionais da saúde têm de ter prioridade para que possam ter motivação para cuidar das pessoas de uma forma geral”, afirmou, acrescentado que “encerraram a enfermaria de tuberculose e os doentes estão a ser acompanhados em casa, que há carência de médicos, especialistas em várias áreas, de enfermeiros e técnicos de laboratório”.

Outra crítica do deputado é o “incumprimento da promessa”, feita pelo Governo em 2016, de construir o Centro de Saúde de Monte Sossego, que mesmo após a disponibilização do espaço para a construção da infra-estrutura pela Câmara Municipal de São Vicente, não o inscreveu no Orçamento do Estado para 2022.

“Há mais de dois anos a CMSV disponibilizou um espaço na Avenida de Holanda e que serve para a construção do novo centro e o Governo não está interessado. O centro de saúde está instalado numa infra-estrutura que não tem mínimas condições, numa zona com mais de 22 mil pessoas”, disse.

A mesma fonte lembrou que “dos sete centros existentes na ilha, somente os da Ribeirinha e da Ribeira de Craquinha é que têm condições para o funcionamento do sistema porque foram construídos de raiz”.

Em jeito de conclusão, o deputado do PAICV considerou que a saúde em São Vicente” não está bem e que precisa urgentemente de melhorias”, porque tem sido tomadas “várias decisões que prejudicam a população, principalmente às pessoas com mais dificuldades sociais, que é a classe que tem aumentado na ilha”.

No entanto aproveitou para parabenizar o Governo pela campanha de vacinação contra a covid-19 encetada no País e o pessoal da ilha de São Vicente pelo “excelente trabalho” no combate à pandemia, enaltecendo o facto de 87,9 por cento (%) da população elegível já estar vacinada com a primeira dose e 77 ,3 % com a segunda dose. A Semana com Inforpress

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