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São Vicente: Director da Escola Jorge Barbosa pede contenção nos julgamentos no caso da alegada violação de aluna 11 Fevereiro 2022

O director da Escola Secundária Jorge Barbosa, Aricson Delgado, pediu hoje que as pessoas tenham “mais contenção” no julgamento do caso de uma alegada violação de um professor à uma aluna, já que ainda não há condenações.

São Vicente: Director da Escola Jorge Barbosa pede contenção nos julgamentos no caso da alegada violação de aluna

Segundo a Inforpress, o responsável, que falava à imprensa na manhã de hoje, no Mindelo, aproveitou para esclarecer que quem contactou a direção para denunciar o caso foi o próprio docente e escola imediatamente começou as averiguações.

Aricson Delgado assegurou, que desde quarta-feira, dia do suposto acontecimento, a direcção já ouviu todas as partes, incluindo o professor, a aluna de 16 anos, os pais da aluna, outros alunos da turma e outros funcionários da escola.

Após isso, foi feito, segundo a mesma fonte, um acto de averiguação que desde a tarde desta quinta-feira encontra-se na posse do delegado de Educação, em São Vicente, que deverá agora conduzir o processo de inspecção. Por outro lado, decorre uma investigação através da polícia, que foi acionada, garantiu o director, pela mãe da aluna.

“O que peço e solicito agora à sociedade cabo-verdiana no geral e aos mindelenses, em específico, é que tenham alguma contenção e moderação ao apontar o dedo, uma vez que o processo já está sob averiguação das autoridades competentes, neste caso as judiciais”, sublinhou Aricson Delgado, acrescentando que o suposto agressor “ainda não é arguido e nem tão pouco réu”.

O director ressaltou as “coisas boas” que tem acontecido na Escola Jorge Barbosa e ele mesmo continua a “confiar na qualidade dos profissionais docentes” do estabelecimento escolar em São Vicente.

Conforme a mesma fonte, também do lado judicial já se começou a instruir um processo, mas o suposto agressor ainda continua em actividades, porque a direcção da escola “ainda não tem nada palpável” para solicitar à inspecção a sua suspensão.

Contudo, ajuntou, o professor já começou a sentir algumas retaliações de toda a situação, inclusive, foi agredido na quarta-feira por uma outra aluna da turma da suposta vítima.

“Até pensámos em fazer isso [suspender], para salvaguardar o próprio docente, mas ainda não podemos porque, como disse, ainda não temos nada palpável, estamos a trabalhar”, explicou, segundo a Inforpress, o director, adiantando que o professor também alegou direito de continuar a trabalhar, enquanto ainda “são só suposições e não se sabe se tem fundo totalmente verídico”.

Questionado sobre o estado de espírito reinante na escola, Aricson Delgado disse ser de “alguma incredulidade”, por ser um professor “muito dinâmico e que tem abraçado grandes causas sociais na escola”, e até agora “tem recebido manifestação de apoio de outros pais”.

E por isso, assegurou, as autoridades estão a fazer tudo para que o caso seja resolvido o mais breve possível.

Entretanto, o director da escola secundária assegurou que até quarta-feira ainda não tinha ouvido “nenhuma reclamação, nem deste caso e nem de outros”.

Neste momento, conforme a mesma fonte, o auto de inspecção encontra-se na posse do delegado de Educação, que deverá assinar a instrução do processo, mas, em paralelo, o Conselho de Disciplina do estabelecimento escolar, que é um órgão autónomo, vai continuar um outro processo de averiguação, que também poderá ser utilizado pelo ministério para a tomada da decisão final., conclui a Inforpress.

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