Carlos Fernando Delgado Fortes, empresário e residente no Sal, procurou o ASemanaonline para denunciar essa situação, que considera ser grave. « O barco chegou a Mindelo por vota das 14 horas do dia 01, depois de realizar 18 horas de viagem. Por causa das medidas de restrições impostas no quadro da luta contra o coronavírus, o navio voltou ao largo da Baía do Mindelo, tendo mais tarde atracado novamente no caís para se fazer o desembarque dos passageiros. Estes chegaram ao MindelHotel, onde ficaram em quarentena, por volta das 17 horas. Até 23H15 estavam ainda sem comer nada e nem dispunham de informações de como iriam alimentar-se», descreveu.
Depois de ter consultado, por volta das 21H30, uma entidade próxima da Proteção Civil para se inteirar da resolução do problema, Carlos disse que esse interlocutor estabeleceu contato com autoridades e lhe informou, meia hora depois, de que o problema da alimentação dos passageiros estava sendo equacionado. «Mas quando eram 23H15, o pessoal, incluindo familiares meus, estava ainda à espera de talheres para poder servir a primeira refeição».
Apesar de compreender e concordar com a medida de prevenção tomada contra o Covid-19, Carlos Fernando Delgado Fortes critica que é preciso se ter em consideração os direitos humanos. «Na lista dos passageiros, estavam crianças e pessoas que se enjoaram, que certamente estavam com muita fome. As autoridades tinham tempo suficiente para preparar o local da quarentena e a alimentação de todos os passageiros», contestou o nosso entrevistado, para quem as autoridades centrais e locais precisam de tomar medidas para que a situação do género não volte a acontecer em Cabo Verde.
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