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São Vicente: HBS garante ter informado familiares da situação da criança Sharon afectada por um tumor “altamente agressivo” e “impossível” de ser tratado localmente 11 Agosto 2019

O Hospital Baptista de Sousa (HBS) garantiu hoje ter informado os familiares da real situação da criança de quatro anos, que faleceu nesta quinta-feira, vitima um tumor “altamente agressivo” e “impossível” de ser tratado localmente.

São Vicente: HBS garante ter informado familiares da situação da criança Sharon afectada por um tumor “altamente agressivo” e “impossível” de ser tratado localmente

Segundo a directora clínica substituta do hospital, Karina Mascarenhas, que falava nesta manhã em conferência de imprensa, a menina de quatro anos, Sharon Alina Lopes, apresentou-se no Banco de Urgência da pediatria no dia 29 de Maio de 2019, com um quadro de “abdómen agudo” e assim decidiu-se por uma “intervenção cirúrgica de urgência, justificada pelo quadro clínico”.

Nesta cirurgia, conforme a mesma fonte, foi removido um “tumor mesentérico, perfurante e sangrante” nos intestinos e que foi enviado para o exame anátomo-patológico, que concluiu, no dia 11 de Julho, como um “tumor altamente agressivo, maligno” e “impossível de ser tratado localmente”.

“Iniciou-se de imediato o processo de evacuação que foi pedido pela Junta de Saúde de Barlavento com a máxima urgência”, garantiu esta responsável, que falava em nome do HBS e que se fez acompanhar da directora-geral, Ana Brito, pelo director do serviço de pediatria, José Luis Spencer e do cirurgião Daniel Monteiro.

No dia 29 de Julho último, a paciente, ajuntou, voltou com o agravamento do quadro e depois de se realizar os exames de imediato verificou-se que o tumor “evoluiu negativamente, agressivamente e num curto espaço de tempo”.

“Ou seja, uma doença de evolução muito rápida e de carácter agressivo”, considerou Karina Mascarenhas, adiantando que com isso se fez uma adenda no processo de evacuação, reafirmando a urgência e a necessidade de evacuação e, nesta altura, prevendo-se um “desfecho fatídico”, fez-se uma “nova reunião” com os familiares para dar conhecimento da situação.

Entretanto, o resultado, que segundo a mesma fonte, não se desejava, aconteceu nesta quinta-feira (08), mas com os familiares informados da situação e que deixou os funcionários do hospital “muito tristes e consternados”.

Mas os familiares, por seu lado inconformados, criticaram o tempo de espera que alguns pacientes estão sujeitos no país para evacuação, enquanto outros, com “níveis de urgência questionáveis”, encontram prioridades no sistema.

O avô da criança, Adilson Delgado, disse que o Ministério da Saúde é “responsável em grande parte” por este “desfecho trágico” e pede que o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, ponha o cargo à disposição. A Semana com Inforpress

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