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São Vicente: Joaquina Almeida nega impedimento de membro da UNTC-CS de aceder a reunião do Secretariado Nacional 09 Julho 2021

A secretária-geral da UNTC-CS, Joaquina Almeida, disse hoje, no Mindelo, desconhecer qualquer acto de impedimento de Agostinho Silva, membro tanto do Secretariado como do Conselho Nacional da central sindical, de aceder a uma reunião em São Vicente.

São Vicente: Joaquina Almeida nega impedimento de membro da UNTC-CS de aceder a reunião do Secretariado Nacional

Na quinta-feira, 08, o sindicalista Tomás de Aquino, membro da União dos Sindicatos de São Vicente (USSV), filiada na União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), acusou um segurança pessoal da secretária-geral de impedir o seu colega Agostinho Silva, da ilha do Maio, de aceder à sala de reuniões para participar num seminário e encontro do Secretariado Nacional.

“Não sei de absolutamente nada do que aconteceu, tenho que ir ver posteriormente e após isso solicitar o direito de resposta”, declarou Almeida aos jornalistas, à margem de um seminário formativo que decorre hoje, no Mindelo, sobre normas internacionais do trabalho, na esteira da recente Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que versa sobre a violência e o assédio nos locais de trabalho.

Questionada se o representante do Maio participou na reunião do Secretariado, realizada quinta-feira, no Mindelo, Joaquina Almeida respondeu: “não conheço Agostinho Silva, não vi e nem sei onde está o Agostinho, deveria estar na ilha do Maio a trabalhar porque ele é pago pela CV Telecom para trabalhar, agora se veio cá passear em São Vicente, não sei, só poderei pronunciar sobre o que os jornalistas me estão a dizer após conhecer a notícia”.

Sobre o seminário, disse tratar-se de mais uma ação de capacitação dos dirigentes, delegados e activistas sindicais, promovido pela UNTC-CS com o apoio da União Europeia, e que reúne cerca de 40 sindicalistas de todas as ilhas.

O objectivo, assinalou, é capacitar os participantes em matéria da Convenção 190 da OIT de forma a que possam transmitir nas suas ilhas e comunidades a convenção, que classificou de “tamanha importância”.

Trata-se da mais nova convenção da OIT adoptada na sua 108ª conferência, em 2019, que recomendou que a mesma deve ser analisada, discutida e divulgada amplamente na sociedade civil, pelos parceiros sociais, segundo Joaquina Almeida, e que as centrais sindicais têm “um dever acrescido” neste âmbito, de instar as autoridades nacionais a ratificá-la e seja aplicada integralmente nos países membros da OIT.

Questionada sobre a situação actual em Cabo Verde em matéria de violência e assédio no trabalho, Joaquina Almeida disse não haver dados, mas que há “alguns relatos”, por se tratar de uma questão “muito delicada”.

“Muitos trabalhadores sentem vergonha de denunciar um assédio, seja moral, pior ainda sexual, e mesmo a violência de qualquer forma, porque podem perder o posto de trabalho”, declarou, esperançosa de que quando Cabo Verde ratificar a convenção e esta entrar como lei “muita coisa vai mudar”.

A Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho, que versa sobre a violência e o assédio nos locais de trabalho entrou em vigor no passado dia 25 de Junho e até hoje foi ratificada por apenas seis países.

A Semana com Inforpress

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