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São Vicente: MDSV apela a uma melhor gestão dos recursos públicos e sugere medidas capazes de ajudar as famílias necessitadas 19 Maio 2021

O Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente (MDSV), tem constatado momentos de fragilidades das várias famílias de São Vicente, e não só, e apela a tomada de medidas que sejam capazes de combater a pobreza extrema que veio agravar-se, principalmente com esta pandemia. O movimento aponta várias situações que já são de conhecimento de todos e chama a atenção das entidades governamentais para dirigirem o país com “mais consciência, mais competência e mais seriedade para todos os cabo-verdianos”, exigindo que a gestão seja feita de forma “criteriosa”.

São Vicente: MDSV apela a uma melhor gestão dos recursos públicos e sugere medidas capazes de ajudar as famílias necessitadas

Marino Delgado, líder do Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente, falava na manhã desta terça-feira, na Pracinha do Liceu Velho, em conferência de imprensa intitulada “Da fome humana surge sempre o rompimento da paz social”.

Durante a conferência Maurino relembrava as várias notícias veiculadas pelos órgãos da comunicação social sobre a situação de muitas famílias que têm vindo a sofrer por falta de recursos financeiros para educação dos filhos, para a saúde, a alimentação e despedimentos de chefes de famílias. Isto sem contar com a falta de atenção especial e urgente aos grupos mais vulneráveis, nomeadamente às mulheres grávidas, às mães com filhos menores e aos velhos em situação de dificuldades.

Este líder social não vê a importância de aquisição de viaturas de luxo para as entidades governamentais, quando se está perante um país a viver uma “grave crise sanitária, económica, social e financeira”. O mesmo considera que se tem havido um” esbanjamento ou má gestão de dinheiro público”, que “deveria ser aplicado em auxílios emergenciais às populações”, nestes tempos de crise.

“A Câmara Municipal de São Vicente, recorrendo ao endividamento bancário, continua a deitar asfalto sobre calçada”, aponta este responsável, que considera este investimento um “crime ambiental, económico e financeiro”.

Por causa desta pandemia, Maurino Delgado afiança que, houve e continua a ter o agravamento das “desigualdades sociais”. Com isso, avança, torna-se necessário “reforçar as medidas para combater a pobreza extrema, evitar a desnutrição que tem custos sociais e económicos muito elevados, prevenir convulsões sociais e preservar a democracia”.

O lider do MDSV sugere a criação de um imposto solidário sobre a importação de bens não essenciais, destinado à compra de alimentos, medicamentos e outros artigos de primeira necessidade para se colocar à disposição das instituições de ação social, os recursos necessários para que possam prestar uma melhor ajuda às famílias necessitadas.

Com esta conferência, Maurino Delgado chama à atenção do Governo, das Câmaras Municipais, das Empresas Públicas, dos Institutos e de todos os Serviços para levarem em conta uma gestão criteriosa, tendo em consideração o momento de crise que se vive no país.

O responsável do Movimento para o Desenvolvimento de São Vicente apela ainda para a urgente mudança de políticas com vista a se redimensionar projetos e direcionar despesas orçamentadas que não são prioritárias para alocá-las aos encargos sociais.

AC/Redação

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