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São Vicente: Mais de 170 ninhos de tartarugas identificados em praias monitorizadas pela Biosfera 10 Julho 2021

A associação ambiental Biosfera-I já identificou mais de 170 ninhos de tartarugas nas praias que vem monitorizando desde meados de Junho, e Praia Grande é a zona com maior número destes ninhos, avançou a coordenadora.

São Vicente: Mais de 170 ninhos de tartarugas identificados em praias monitorizadas pela Biosfera

A coordenadora da campanha da Biosfera de protecção de tartarugas marinhas em São Vicente, Isabel Rodrigues, confirmou à Inforpress que já estão no terreno desde 14 de Junho, com monitoramento de dias alternados, mas desde início de Julho intensificaram as actividades devido a suspeitas de captura de tartarugas.

“Tivemos a necessidade de ir mais vezes às praias, porque os voluntários deram-nos conta de vestígios que indicavam apanha de tartaruga e por isso agora temos ido todos os dias com quatro grupos”, explicou a mesma fonte, referindo-se ao controlo feito diariamente nas praias de Calhau, Praia Grande, Norte de Baía e Praia do Meio, mas também outras como Sandy Beach, Palha Carga e Calheta onde têm ido uma vez por semana para contar ninhos.

Isabel Rodrigues afirmou já estarem contabilizados até agora 172 ninhos e 205 rastos de tartaruga registados através do trabalho de 18 voluntários.

A maioria desta actividade, conforme a Inforpres que cita a responsável da Biosfera, dá-se na Praia Grande, como já é habitual e que tem neste momento 108 ninhos. Daí, o alerta para os banhistas, que tem frequentado muito esta praia, até passeando com carros no areal de noite.

“Este é um dos problemas que temos na Praia Grande, e seria interessante se a partir das 17:00 não houvesse mais movimento ali, porque os carros podem passar por cima dos ninhos e as luzes brancas dos carros desorientam as tartarugas, que podem até voltar para o mar”, sublinhou a técnica, para quem “seria bom” se houvesse também alguma restrição dessa praia no período de desova de tartaruga, que vai de Junho a Outubro.

Além das “ameaças” humanas, com captura e perturbação, a época de desova está a ser dificultada, ajuntou, por ataques de cães selvagens aos ninhos e a tartarugas e que poderá aumentar com o “pique” registado normalmente no mês de Agosto.

Constrangimentos que Isabel Rodrigues admitiu não conseguiram controlar com fiscalização permanente, mas que está sendo amenizada com as denúncias feitas por anónimos através da Linha Verde SOS Tartaruga (800 -1234), que “já está a ter impacto”.

Segundo a mesma fonte, a Biosfera, conta, por outro lado, ter uma acção mais activa com o início da actividade anual da associação Ponta d´Pom, que em parceria com o Instituto do Mar (IMar) tem licença também para protecção de tartarugas.

Entretanto, o presidente da associação, Albertino Gonçalves, disse à Inforpress que ainda estão à espera da disponibilização da verba e pretendem estar no terreno a partir de Agosto.

“Estamos à espera de uma resposta do IMar, que, por sua vez, espera pela Direcção Nacional do Ambiente”, explicou o dirigente associativo, adiantando que já mobilizaram voluntários e até um dos monitores da associação frequentou uma formação na ilha da Boa Vista, para obter “mais conhecimentos”, mas, ainda precisam esperar, conclui a fonte referida.

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