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Reportagem/São Vicente: Moradores de Lombo Veneno reivindicam melhores condições de saneamento e apelam ao término do troço de estrada para uma melhor circulação de carros e cargas 10 Agosto 2021

Os residentes de Lombo Veneno, zona periférica do Mindelo, há muitos anos têm chamado a atenção da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV) para a questão do término da estrada que tem dificultado a chegada de transporte, ao ponto de taxistas recusarem deslocar-se a esta zona alta. O acesso a água em rede é também uma das maiores preocupações desses moradores que se mostram revoltados, para quem tem sido mais custoso abastecer através de autotanques.

Por: Arménia Chantre/Redação

Reportagem/São Vicente: Moradores de Lombo Veneno reivindicam melhores condições de saneamento e apelam ao término do troço de estrada para uma melhor circulação de carros e cargas

Em entrevista ao Asemanaonline, António Lima, que há 7 anos vive nesta zona, avança que, muitos taxistas têm recusado corridas ao Lombo Veneno por causa das más condições apresentadas nos caminhos de terra batida. Revela que os carros autotanques têm chegado com muita dificuldade às casas para fazerem a distribuição de água potável.

“Já aconteceu de um condutor vir fazer o abastecimento de água e por causa das condições desta estrada de terra quase que houve um acidente”, exemplifica este morador, que se mostra revoltado com esta situação e que “a CMSV desloca a está zona somente para fiscalizar construções de casas de lata”.

O único caminho de terra batida que dá acesso às casas no alto, conforme explica, “tem sofrido muito”, principalmente com as chuvas e que graças a união dos próprios moradores se tem feito a manutenção desta via de circulação de carros, após se ver o “desinteresse da Câmara Municipal em resolver este problema”.

António Lima assegura que ainda há algumas famílias, incluindo a sua, que não estão ligados a rede de esgoto, e que no caso deste morador, teria que comprar o material (tubos de ligação) com dinheiro do próprio bolso, o que considera “um absurdo”, quando, segundo ele, isto é na realidade um trabalho da Câmara.

Lima acredita que mais 200 metros da estrada calcetada resolveria os problemas de circulação de carros e diminuía consideravelmente os problemas desses moradores.

No caso de Maria Delgado de Santo Antão, mas que vive em São Vicente há vários anos, indica que o problema do esgoto foi resolvido. Avança, porém, que o que lhe tem custado os bolsos é o problema da água que não está ligada à rede e é obrigada a pagar 4500$00 ou 4800$ por cada 5 toneladas de água transportadas por autotanques.

A mesma fonte conta que, em relação aos táxis, sente-se “envergonhada” e já perdeu a conta de quantas vezes lhe foi recusada deslocação à sua zona.

Falta de iluminação pública e ausência da Câmara

Mas os problemas de Lombo Veneno não ficam por aí. A questão da iluminação pública é um outro problema que a jovem Madlene Dias coloca quando ainda se verifica a pouca existência de postos de iluminação, e consequentemente, ressalta, ter uma maior probabilidade de acontecer assaltos durante a noite.

Esses moradores, que partilham de quase todos os mesmos problemas, esperam que a Camara Municipal de São Vicente lhes resolva estes pendentes e não dificulta as suas vidas, principalmente nesses tempos difíceis da crise provocada pela pandemia de covid-19 e de assaltos com violência para roubos . Criticam que as tentativas de contacto com a CMSV foram muitas e que simplesmente são “ignorados”.

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