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São Vicente/Motim: Espetáculo “Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” faz vibrar público da ALAIM 19 Setembro 2021

A fábula “Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” dos alunos do curso de teatro T18 levou ao rubro o público de crianças e adultos presentes neste sábado na Academia Livre das Artes Integradas do Mindelo (ALAIM).

São Vicente/Motim: Espetáculo “Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” faz vibrar público da ALAIM

Com uma mistura de comédia, drama, e muita dança e música, o espectáculo fez-se com 16 alunos de teatro (T18) do Centro Cultural Português do Mindelo, que reencenaram o texto do escritor brasileiro Jorge Amado, editado pela primeira vez em 1948, segundo revela a Inforpress.

E assim, representando diversos animais, através do figurino e também de máscaras, os aprendizes do teatro, que estiveram sob a coordenação do encenador João Branco, contaram a história de amor entre o Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, muito criticada por ser entre seres diferentes, e que, a princípio, deveria ser uma relação destinada ao fracasso.

Sendo assim, durante a peça de cerca de 50 minutos, todos da floresta mostraram vários argumentos para que os dois não ficassem juntos, até porque o gato era visto com desconfiança e os próprios pais da andorinha quiseram casá-la com o rouxinol.

Entretanto, Hugo Paz, que veste a pele do Gato Malhado, disse em entrevista à Inforpress, que “não deve ser assim”.

“Devemos gostar das pessoas pelo que elas são e não por aquilo que têm ou não têm”, sustentou este jovem, para quem, apesar da diferença, “todos podem gostar uns dos outros e ter amores e amizades sem preconceito”.

Uma mensagem forte que, prossegue a Inforpress, arrancou palmas e assobios do público, crianças e adultos, presentes na tarde deste sábado na ALAIM e que aplaudiram de pé esta peça apresentada como um dos destaques da 6ª da Mostra de Teatro Infantil do Mindelo (Motim) e que teve a sua estreia, com duas sessões na sexta-feira, 17, no Centro Cultural do Mindelo.

“Foi muito interessante e desafiador, porque as crianças são o público mais honesto que existe, mas com a ajuda do nosso encenador João Branco e deste grupo de actores, foi possível ultrapassar”, considerou Débora Melício, a Andorinha Sinhá, para quem também é “muito exigente” trabalhar com máscaras.

Segundo a jovem, o público da ALAIM foi do qual gostou mais, até porque nas apresentações anteriores tiveram uma plateia de crianças bem mais pequenas, que “não entendem bem” a mensagem, mas “reagem muito às cores, figurino e às músicas e danças”.

“Mas, o público hoje foi um público misto e então vimos a sua reacção, certamente entenderam a nossa história e a mensagem e, por isso, foi muito gratificante”, reiterou.

Segundo a mesma fonte, a Motim, que normalmente é realizado no mês de Junho, mês da criança, e foi transferido este ano para Setembro devido a condicionalismos impostos pela pandemia, termina hoje com a peça “Virguleto, o trapalhão” do Grupo Teatral Salesianos, apresentado na ALAIM, entidade promotora do evento.

Agora em 2021 a mostra teve duas extensões, para além de Mindelo, Cidade da Praia e ilha de Santo Antão.

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