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São Vicente: MpD acusa PAICV de atitude de desespero ao “politizar situação de contingência” decretada pelo Governo 15 Dezembro 2022

O coordenador da Comissão Política Concelhia do Movimento para a Democracia (MpD), em São Vicente, considerou hoje que politizar a situação de contingência declarada pelo Governo revela a atitude de “desespero” em que o PAICV se encontra.

São Vicente: MpD acusa PAICV de atitude de desespero ao “politizar situação de contingência” decretada pelo Governo

Armindo Gomes veio hoje, em conferência de imprensa, no Mindelo, “contrariar liminarmente”, como referiu, a conferência de imprensa do PAICV-São Vicente de quarta-feira, 14, em que o partido da oposição manifestou desapontamento com a resolução do Governo sobre a situação de contingência e que a mesma decisão visava favorecer o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves.

“Tudo não passa de uma situação de desespero deste partido, que é a terceira força política em São Vicente, e que tem demonstrado uma falta de comunicação com a população e desinteresse para com as causas e da ilha, sendo a declaração não mais do que uma atitude contra São Vicente”, acusou Armindo Gomes.

Isto porque, continuou, o Governo tomou uma “medida justa” de publicar aquilo que já tinha sido decidido, ou seja, a situação de contingência.

“Houve danos causados pelas chuvas de Setembro, que a câmara municipal na altura resolveu atempadamente e hoje, com as despesas apuradas, a ilha vai receber pelo investimento feito na tentativa de minimizar os estragos provocados pelas chuvas”, esclareceu a mesma fonte.

O líder local do MpD acusou o partido da oposição de querer “prejudicar o povo de São Vicente” já que, explicitou, se despesas não forem cobertas pelo Governo a câmara municipal não terá meios para as suportar.

Ademais, Gomes considerou que a declaração de situação de contingência “é normal, em nada prejudica São Vicente, nem politicamente, socialmente ou juridicamente”, pelo contrário, vincou, pois agora a ilha vai ser contemplada com valores que a câmara municipal já gastou, pois não podia esperar pelo Governo para ir fazendo as obras para repor a situação pós-chuvas.

Por fim lembrou que “de facto” há um processo em juízo em que se pede a perda de mandato do presidente da câmara municipal mas que, “ao contrário do diz o PAICV”, sustentou, a decisão que o tribunal vier a ditar “não vai implicar eleições antecipadas e nem pôr em causa a gestão da câmara municipal”.

Na terça-feira, 14, o líder do PAICV, Adilson Graça de Jesus, disse que a declaração da situação de contingência na ilha de São Vicente é uma forma de o Governo proteger o presidente da câmara municipal, Augusto Neves, alvo de um pedido de perda de mandato nos tribunais.

Segundo o político, o PAICV já tinha realizado uma conferência de imprensa relativamente às “situações gravosas” que aconteceram em São Vicente com a queda das chuvas de Setembro, mas que, revelou, não entende o facto de o Governo esperar que passassem três meses para se lembrar do sofrimento e das mazelas que as pessoas em São Vicente padecem.
A Semana com Inforpress

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