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São Vicente: MpD acusa PAICV de se colocar “contra interesses” do país ao “inviabilizar” proposta de lei da regionalização 19 Abril 2019

O MpD -São Vicente condenou, esta quinta-feira, no Mindelo, a “recusa” do PAICV em se colocar ao lado dos interesses de Cabo Verde “ao não contribuir com o seu voto” para a aprovação da proposta de lei da regionalização.

São Vicente: MpD acusa PAICV de se colocar “contra interesses” do país ao “inviabilizar” proposta de lei da regionalização

Em conferência de imprensa, a presidente da Comissão Política Concelhia do Movimento para a Democracia (MpD, poder), em São Vicente, Maria Santos Trigueiros, referiu-se ainda ao “bloqueio” do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) na votação do diploma na especialidade, que obrigou o seu partido a solicitar a suspensão da proposta.

“E assim, Cabo Verde viu fugir-lhe uma oportunidade de ouro”, lançou a responsável, para quem a lei da regionalização era a oportunidade de se dotar o país de um instrumento capaz de ajudar a “dirimir os problemas candentes”, resultantes da “centralização e concentração do poder na capital”.

“Este é o verdadeiro calcanhar de Aquiles que vem afectando negativamente a vida das pessoas de há décadas”, concretizou Santos Trigueiros, que acusou ainda o maior partido da oposição de se posicionar “desde sempre contra a regionalização”.

Referindo-se aos argumentos do PAICV para votar a proposta, a mesma lembrou, entre outros, o de extinção dos municípios em várias ilhas, incluindo São Vicente, algo, sustentou, “completamente fora de lógica” ou mesmo do “quadro legal”.

“O PAICV abandonou São Vicente durante várias e longos anos e agora quer a extinção do seu município”, acrescentou a mesma fonte, que aproveitou para renovar o apelo “a todas as forças políticas” para “se unirem à volta do projecto da regionalização” e sejam encontrados os caminhos para a sua viabilização.

“Os sujeitos parlamentares devem ter consciência do quanto a centralização e a concentração do poder num só local dificulta a vida das comunidades periféricas”, pediu a líder local do MpD, que disse ainda “subscrever na íntegra” o apelo do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, no sentido de os autarcas “continuarem a lutar pela regionalização, pela descentralização e pelo desenvolvimento igualitário em todas as ilhas”, pois são eles que “sentem o peso da centralização na Praia”.

O Governo pediu, no dia 12, no parlamento, o cancelamento da discussão da proposta de lei que cria as regiões administrativas, conhecida por regionalização, e que regula o seu modo de eleição, as suas atribuições e organização, na sequência do chumbo dos artigos 6 e 7 do diploma.

Isso depois de a mesma lei ter sido aprovada na generalidade, no mês de Outubro do ano passado. A Semana com Inforpress

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