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São Vicente: Museu do Mar recebe exposição sobre “Navios Brasileiros torpedeados na Baía do Porto Grande durante a I Guerra mundial” 26 Novembro 2019

O Museu do Mar em Mindelo, São Vicente, recebe esta quarta-feira, 27, uma exposição sobre “Grande Guerra: Navios Brasileiros torpedeados na Baía do Porto Grande durante a I Guerra Mundial”. O evento, organizado pela Embaixada do Brasil em Cabo Verde, contou com o apoio da Missão Naval da Marinha do Brasil em São Vicente e do Instituto do Património Cultural de Cabo Verde.

São Vicente: Museu do Mar recebe exposição sobre “Navios Brasileiros torpedeados na Baía do Porto Grande durante a I Guerra mundial”

A mostra reúne painéis com imagens e textos, e maquetes das embarcações mercantes afundadas por submarinos alemães em 1917. Rememorar os detalhes deste episódio é, segundo a organização, o propósito da exposição “Grande Guerra que, há pouco mais de 100 anos, na manhã de 02 de Novembro de 1917, os navios mercantes brasileiros “Acary” e “Guahyba”, atracados no Porto Grande de São Vicente, foram fatalmente torpedeados pelo submarino alemão U-151. “Além de sua natural repercussão em Cabo Verde, a agressão alemã em São Vicente marcou fortemente a opinião pública brasileira e influenciou o engajamento do Brasil na I Grande Guerra”, aponta a organização.

Para além do episódio do torpedeamento dos vapores mercantes brasileiros, a exposição aborda a contribuição da Divisão Naval de Operações de Guerra, estruturada pela Marinha do Brasil, para o patrulhamento das águas cabo-verdianas, no contexto do esforço de guerra das forças aliadas contra as Potências Centrais.

Refira-se que o ataque no Porto Grande aos dois vapores brasileiros, que transportavam para a Europa carregamentos de couro e café, resultou em duas vítimas fatais - os foguistas, António Moura Lima e Octaviano Vargas de Souza. “Estes feridos foram levados ao Hospital do Mindelo, onde receberam todos os cuidados necessários”. Vestígios do ataque de Novembro de 1917 podem ser vistos, ainda hoje por mergulhadores na baía de São Vicente.

Para o Embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos de Araújo Leitão, a exposição a ser inaugurada contribui para rememorar fatos históricos que aproximam brasileiros e cabo-verdianos. “A recuperação dessa memória serve à celebração da paz e ao propósito comum do Brasil e de Cabo Verde de manter o Atlântico Sul como uma região livre de toda presença militar que não seja de cooperação”, observou.

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