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São Vicente: Núcleo Museológico Cesária Évora “vive praticamente às moscas” – técnico do IPC 23 Abril 2021

O museu já contou com dias melhores e que a pandemia da Covid-19 veio para mudar as coisas. Os visitantes que chegavam em massa, desde estrangeiros, nacionais, visitas de estudo de escolas e universidades deixam de fazer parte do dia-a-dia do espaço, que tudo diz sobre a vida da musa dos pés descalços- Cesária Évora.

São Vicente: Núcleo Museológico Cesária Évora “vive praticamente às moscas” – técnico do IPC

Em entrevista exclusiva ao Asemanaonline, o técnico do Instituto do Património Cultural (IPC) que gerência o espaço, Yannick Oliveira, aponta que, neste momento, não há turistas e nem tão pouco nacionais, que “não têm o hábito de visitar museus”.

O museu, que funciona das 9h as 13h e das 15h as 18h, tem enfrentado um vazio em termos de visitas. O técnico explica que, anteriormente, a movimentação era “extraordinária”, quando funcionava com ligações às agências.

“Nas épocas altas tínhamos bom fluxo. Tivemos dias em que 11h de manhã chegamos a receber 3 autocarros de turistas. Recebíamos visitas de estudos de escolas e universidades”, relata este técnico que acrescenta que, a estas visitas juntavam-se atividades que eram feitas ao longo do ano, sempre relacionadas ao nome da Diva.

Oliveira relembra que, em março do ano passado fecharam as portas e reabriram 3 ou 4 meses depois, e deste então “não tivemos nem 100 visitas até esta data”.
“Recebemos visitas de escolas, mas foram somente 2 turmas e cada uma veio só com metade dos alunos em 2 horários diferentes por causa do espaço que é pequeno”, afirma Yannick que diz que receberam alguns nacionais quando a entrada era livre.

No mês de outubro do ano passado receberam um despacho do ministério da cultura em que a cada visitante nacional era cobrado 100$ e os estrangeiros 200$00, mas, conforme este responsável, desde então o número de visitas não ultrapassou as 100.

O núcleo apresentava muitas atividades lúdicas no mês de agosto e dezembro, mas que neste momento estão suspensas e que têm limitado usando somente o meio virtual para a realização destas atividades.

Este espaço funcionar sob a tutela do Instituto do Património Cultural (IPC), e tem somente dois funcionários, Yannick que recebe os visitantes, faz a contabilidade, organiza eventos e a logística, e uma pessoa responsável pela limpeza do museu.

Pós pandemia e Cesária Évora

Mas este técnico do IPC credita que depois desta pandemia, as coisas não vão ficar o mesmo, mas que, no entanto, a ideia é retomar as atividades aos poucos.

Oliveira mostra uma incerteza quanto ao futuro das coisas, já que é o início de um novo mandato e “agora é o momento de arrumar a casa”.

A Diva dos pés descalços, que com a sua simplicidade e generosidade cantou e encantou o país e o mundo através das mornas e coladeiras de Cabo Verde, morreu a 17 de dezembro de 2011.

Para enaltecer o seu contributo a Cabo Verde e fazer com que as diferentes gerações nunca percam essa lembrança e a conhecem devidamente, é criado em 2012, o Núcleo Museológico Cesária Évora – NMCE – em Mindelo, cidade de onde era natural.

O espólio do museu é constituído por peças ligados à vivência da Cesária Évora e ao seu percurso na música, particularmente na Morna, que está em fase de integração, hoje, Património Imaterial da Humanidade.

AC/Redação

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