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São Vicente: PAICV diz que trabalhadores da AMP “têm razão” para resistir a “despejo” para instalação de ministério 12 Janeiro 2018

O deputado Manuel Inocêncio Sousa considerou hoje, no Mindelo, que os funcionários da Agência Marítima Portuária (AMP) encontram-se “altamente indignados” e “têm razão até de resistir” ao “despejo” para instalação do Ministério da Economia Marítima.

São Vicente: PAICV diz que trabalhadores da AMP “têm razão” para resistir a “despejo” para instalação de ministério

Segundo a Inforpress, o deputado eleito nas listas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) pelo círculo eleitoral de São Vicente, em conferência de imprensa à frente do edifício da AMP, na Avenida Marginal, após reunir-se com a administração da instituição, mostrou-se “verdadeiramente estupefacto e indignado” com a forma como o Governo está a conduzir o processo.

Para o parlamentar, “é inaceitável” a forma como as instituições e os funcionários envolvidos neste processo estão a ser tratados.

“A AMP, ou seja, o Serviço da Marinha em São Vicente, que se encontra instalado neste edifício desde que ele existe, recebe uma ordem de despejo do Governo no dia 09 para sair até o final desta semana”, declarou Inocêncio Sousa, para quem o Governo decidiu, “de um dia para outro”, a instalação do Ministério da Economia Marítima, “sem nenhum diálogo, nem discussão prévia” com a instituição.

“O Governo não é dono de Cabo Verde, não se levanta cedo, decide e manda aplicar, pois a AMP é uma instituição autónoma, independente, uma reguladora e merecia pelo menos ser ouvida, e que esse processo fosse devidamente preparado”, reforçou a mesma fonte.

Ademais, o deputado sustentou que “não faz sentido” que uma instituição que vem de novo ocupe o espaço de uma outra que está instalada “secularmente”, pois, sintetizou, “o normal” seria procurar instalações próprias para o Ministério da Economia Marítima.

Segundo ainda a Inforpress, o PAICV considera, por isso, que não está causa a transferência do ministério para São Vicente, “que terá sido feita em cima dos joelhos, mesmo assim”, mas sim o procedimento de instalação, “porque há alternativas”.

“O ministério poderia ir para o edifício para onde estão a transferir a AMP, isto é que faria sentido, porque a instalação também é digna, e não provocar todo esse desarranjo e toda essa desconsideração para com instituições e pessoas”, concluiu Manuel Inocêncio, que se fez acompanhar pelo seu colega deputado João do Carmo Brito, e que pediu ao Governo para “arrepiar caminho”.

Agravamento do mundo laboral e desporto

Os deputados tambarinas também visitaram os sindicatos afectos à UNTC-CS, com os quais debateram a situação socio-laboral na ilha. Concluiu-se pelo aumento do desemprego na ilha com despedimentos, principalmente nas empresas francas e encerramento de firmas tradicionais na ilha. Isto sem contar com o aumento salarial congelado e a situação critica dos trabalhadores da TACV - faltam informações de trabalhadores a serem despedidos e transferidos para o Sal. Sugerem ainda a revisão da lei dos marítimos com a redução do tempo da reforma e aumento do subsidio por acidente de trabalho e a criação de um Tribunal de Trabalho para a Região de Barlavento.

Os deputados do PAICV - Manuel Inocêncio Sousa, João do Carmo Brito, Filomena Martins - também encontram-se com as associações desportivas da ilha - recebem poucos apoios da Câmara local e enfrentam dificuldades em financiar as suas atividades. Pediram os deputados para articular com o Governo no sentido de se dispensar mais apoios às agremiações desportivas de S.Vicente. C/ Inforpress

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