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São Vicente: PAICV “indignado” com “ligeireza” de Emprofac e Governo face a “ruptura de medicamentos” 28 Setembro 2022

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) mostrou-se hoje, no Mindelo, “indignado” com a “ligeireza” com que Governo e Emprofac estão a tratar a questão de ruptura de estoque de medicamentos.

São Vicente: PAICV “indignado” com “ligeireza” de Emprofac e Governo face a “ruptura de medicamentos”

Segundo a membro da Comissão Política Nacional, Josina Fortes, que falava em conferência de imprensa hoje, no Mindelo, actualmente está-se a viver uma “situação crítica” de ausência de medicamentos em todas as farmácias do País.

Por outro lado, a ausência de medicamentos para doenças crónicas, com a insulina rápida no mercado nacional, tem sido “um drama” para os pacientes crónicos.

Um assunto, que ajuntou, foi abordado pela administradora da distribuidora de medicamentos Emprofac nesta terça-feira “desresponsabilizando o Governo pela ruptura de medicamentos que tem sido sistemática”.

Presenciamos uma tentativa clara de minimizar um drama que atinge muitas famílias”, sublinhou a também deputada, para quem esta ruptura não deriva só de factores externos e, portanto, não pode ser a única desculpa.

Segundo Josina Fortes, a situação, que tem sido tomada com “ligeireza” deriva também de uma “má gestão” das últimas direcções da Emprofac nomeadas pelo Governo e, logo, o executivo também “tem de ser chamado à responsabilidade”.

Com a ruptura, conforme a mesma fonte, os pacientes estão divididos entre aqueles que podem pagar e recorrem ao mercado internacional e aqueles que não têm meios para tal e “são obrigados a esperar as consequências que a ausência de medicação pode causar".

Essas consequências, como todos sabemos, podem ser dramáticas”, relembrou a deputada, adiantando que tudo isso está acontecendo mesmo depois de “toda a propaganda do Governo de não deixar ninguém para trás”.

Por isso, o PAICV promete acompanhar de perto o processo, que “não pode ser tratado com superficialidade” e ameaça, caso for necessário, recorrer aos tribunais para defender os problemas e o bem-estar dos cabo-verdianos. A Semana com Inforpress

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