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Líder CPR de São Vicente: PAICV quer recentrar festividades do 05 de Julho no povo 28 Junho 2019

O PAICV-São Vicente pretende recentrar a celebração do Dia da Independência no povo, por entender o seu líder local, Alcides Graça, que se trata da “maior conquista do povo” a quem cabe comemorar a data “de forma efusiva”.

Líder CPR de São Vicente: PAICV quer recentrar festividades do 05 de Julho no povo

No lançamento do programa para marcar mais um aniversário da independência, em São Vicente, a 5 de Julho, o presidente da Comissão Política do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) considerou que nos últimos anos a data transformou-se num “mero feriado”, com cerimónias confinadas a espaços fechados e com participação “apenas” de entidades oficiais e convidados.

Tal constatação, acrescentou, tem tido como “consequência inevitável” o “divórcio” entre o povo e a independência, dando o caso, continuou a mesma fonte, de a nova geração “não sentir nenhuma emoção” no dia 05 de Julho.

Por isso, Alcides Graça preparou para este ano um programa de celebração sob o lema “5 de Julho nôs orgulho, q’certeza” (5 de Julho nosso orgulho, com certeza), que abre na terça-feira, 02 de Julho, com a conferência “As conquista de Cabo Verde no pós-independência”, proferida pelo ex-primeiro-ministro e ex-líder do PAICV, José Maria Neves.

O programa contempla ainda um outro momento, no dia 03 de Julho, desta feita reservado ao tema “A literatura cabo-verdiana como instrumento de intervenção”, por Moacyr Rodrigues e Isabel Lobo.

Segundo Alcides Graça, normalmente as comemorações do 05 de Julho têm cingido ao ponto de vista da luta armada, mas desta vez a primazia é dada a esta homenagem àqueles que lutaram de outra forma, através de composição de músicas de intervenção, da literatura, com poemas de intervenção. “Gente que não podemos esquecer”, acrescentou.

Aliás, o líder do PAICV em São Vicente defendeu que esses autores e poetas devem ter o estatuto de Combatentes da Liberdade da Pátria, pelo seu contributo para a “criação da consciência da nação e nacionalidade cabo-verdianas”.

“Há muitos autores e compositores que merecem ser reconhecidos pelo seu contributo para a independência, numa altura que se dá subsídio a tudo, todos e por mais alguma coisa, porque a luta não é feita só de armas, literatura é também um instrumento de intervenção”, reforçou.

Para além da inauguração de sala de leitura com literatura especializada em assuntos africanos e de intervenção política, um lanche tradicional e outras actividades desportivas, com torneios de futebol, ciclismo e atletismo, e culturais, de fora da celebração fica a tradicional marcha realizada no dia 05 de Julho.

Alcides Graça explicou que tal ocorre para não colidir com a manifestação do Movimento Sokols 2017, já marcado para o mesmo dia, pois o partido “não deseja concorrer” com acções cívicas do povo da ilha.

Questionado se o seu partido apoia a manifestação do Movimento Sokols 2017, que já anunciou que a marcha é uma forma de mostrar a insatisfação em relação ao tratamento que a ilha vem merecendo do poder central, Alcides Graça disse que o PAICV é um observador, que não toma parte na actividade, por se tratar de um espaço da sociedade civil, que disse respeitar. A Semana com Inforpress

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