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São Vicente: PAICV preocupado com indisponibilidade de lugares nos voos da Companhia Binter na rota São Vicente - Sal - São Vicente 10 Julho 2018

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) de São Vicente convocou a imprensa esta terça-feira, 10, para reagir à "dramática" notícia sobre a indisponibilidade de lugares nos voos da Companhia Aérea Binter, no trajecto São Vicente - Sal - São Vicente, até 13 de Agosto deste ano. O coordenador da oposição, Alcides Graça, aponta o dedo ao executivo de Ulisses Correia e Silva,responsabilizando-o pelas consequências que esta situação representa para a dinâmica da economia de São Vicente, não só para o negócio das Agências de Viagens, mas também para o turismo internacional e doméstico.

São Vicente: PAICV  preocupado com  indisponibilidade de lugares nos voos da Companhia Binter na rota São Vicente - Sal - São Vicente

A oposição é da opinião que a Binter assuma as suas responsabilidades, mais precisamente o departamento comercial da empresa, que não consegue responder ao crescimento, claramente previsível, da demanda na época alta, aumentando o número de voos de e para São Vicente, sobretudo neste período de maior procura de voos nacionais e internacionais.

Por outro lado, Alcides Graça aponta também o dedo ao Governo de Ulisses Correia e Silva, responsabilizando-o pelas consequências "nefastas" que a situação poderá provocar para a dinâmica da economia local, sobretudo no desenvolvimento do turismo internacional e doméstico.

"Não é preciso ser especialista para saber que apenas um voo por dia de Sal para São Vicente na época alta, é manifestamente insuficiente. Aliás, não há memória de uma situação desta vivida em São Vicente, e vai em contramão daquilo que o Governo de UCS prometeu para ilhas: ligações aérea e marítima entre as ilhas de forma a potenciar as capacidades económicas de cada uma", sublinha.

Nesta linha de conta, o PAICV considera que os sanvicentinos foram abandonados e ficaram à "mercê" das políticas comerciais de uma empresa estrangeira, o que não aconteceu noutras paragens do arquipélago.

"Há uns meses atrás, por decisão do Governo de Ulisses Correia e Silva , os voos internacionais dos TACV (ou Cabo Verde Airlines) a partir de São Vicente foram cancelados, e entregue o monopólio à TAP, que o tem exercido de forma implacável, com preços exorbitantes e não só, mais tarde UCS decidiu encerrar os escritórios dos TACV em São Vicente, mandando para o desemprego dezenas de trabalhadores, relembra.

No domínio do transporte de cargas e mercadorias, Alcides Graça lembra ainda que os operadores em São Vicente continuam à espera de uma prometida solução para este problema que vem "minguando as fábricas em São Vicente que não conseguem escoar os seus produtos, pondo em risco a sua própria subsistência".

Perante essa inquietação, a oposição exige do primeiro-ministro cabo-verdiano um "BASTA" de promessas falsa para São Vicente e propõe uma solução imediata para os problemas que afectam a população e a economia locais.

"O seu Governo tomou posse há mais de dois anos e não há uma única obra realizada em São Vicente. Num momento deste, apetece-me perguntar: onde está o Poder Local, que foi eleito para defender os interesses da ilha?", conclui o líder regional do PAICV.

Celso Lobo

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