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São Vicente: Presidente da câmara nega extemporaneidade no anúncio da situação de contingência 16 Dezembro 2022

O presidente da Câmara de São Vicente disse hoje que a situação de contingência declarada pelo Governo para a ilha, por causa das chuvas de Setembro, “não foi extemporâneo” porque foi sustentado por um levantamento e dados técnicos.

São Vicente: Presidente da câmara nega extemporaneidade no anúncio da situação de contingência

Augusto Neves falava em conferência de imprensa em reação às declarações dos deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID), no parlamento, que questionaram o Governo sobre os motivos por detrás da declaração da situação de contingência para São Vicente somente três meses após a queda das chuvas, e apontaram uma tentativa de proteger o autarca que é alvo de um processo de pedido de perda de mandato nos tribunais.

Segundo Augusto Neves, o volume das chuvas de Setembro em São Vicente foi de 113 milímetros, que não tinha acontecido há 40 anos, e provocou “estragos avultados” nas estradas, em habitações, rotundas e em diversas localidades da ilha, que a câmara sozinha não consegue suportar.

Conforme o autarca, a câmara fez um orçamento de “50 mil contos para cobrir as despesas” dessas reparações, que “não vai chegar”, porque “a limpeza das bacias hidrográficas ultrapassou os seis mil contos”.

“Se esses deputados tivessem ido aos bairros durante e depois das chuvas e atendido às dezenas de pessoas desamparadas, como fizemos e temos o relatório aqui dos serviços sociais, talvez não dissessem tais disparates e saberiam a gravidade da situação”, disse a mesma fonte, garantindo que, na altura, comunicaram imediatamente a situação ao Palácio da Várzea.

O Governo, continuou, enviou engenheiro do Instituto de Estradas e começaram a trabalhar junto com uma equipa técnica constituída por engenheiros da câmara e dos serviços sociais para fazer a avaliação, organizar a documentação e entregar o relatório.

Pelo que Augusto Neves aproveitou para lançar “um repto” ao Presidente da Assembleia Nacional para fazer “uma avaliação” a esses deputados, eleitos por São Vicente, para ver se conhecem os bairros da ilha porque, sustentou, tem a “certeza de que muitos reprovariam”.

A estrada do Calhau ainda continua danificada e é uma obra que ultrapassa as possibilidades da câmara municipal, a rotunda do Calhau está com problemas, a parede da estrada da Baía das Gatas caiu e é uma parede que leva um custo enorme na sua construção, a parede da Escola Técnica terá que ser feita”, exemplificou Augusto Neves, acrescentando ainda que a câmara teve também que refazer a ponte de Chã de Vital e abrigar e pagar aluguel de casa a mais de 60 famílias cujas casas ficaram danificadas pelas chuvas.

Neste sentido, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente agradeceu ao Governo “por ter agido atempadamente” e lembrou que os governos agem com base em levantamento técnico e com dados para acudir a sua população. A Semana com Inforpress

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