POLÍTICA

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São Vicente/Crise política com denúncias da oposição: Presidente de câmara ameaça retirar pelouros a vereadores 12 Julho 2021

A crise política na sequência das denúncias feitas por cinco vereadores das forças da oposição (UCID, PAICV, MASS) em São Vicente conhece um novo capítulo com o presidente da Câmara Municipal, Augusto Neves, a ameaçar, hoje, retirar os pelouros e tempos aos vereadores, eleitos pelos outros partidos, justificando tal decisão com a “falta de confiança para com os autarcas” em causa.

São Vicente/Crise política com denúncias da oposição: Presidente de câmara ameaça retirar pelouros a vereadores

Segundo escreve a Inforpress, Augusto Neves falava em conferência de imprensa em reação à posição anunciada pelos vereadores da União Cabo-verdiana Independente e Democrática e do Partido Africano da Independência de Cabo Verde de revogar todos os actos praticados por Augusto Neves, sem o acordo do colectivo de autarcas.

Augusto Neves não especificou se serão todos os vereadores que vão perder as pastas e limitou-se a dizer que “os que querem trabalhar vão continuar”.

“Os que quiserem trabalhar, da forma como as coisas estão orientadas e estruturadas, nós não temos problemas em trabalhar com ninguém. Agora os que querem outras coisas e outros pelouros, quando isso já foi distribuído uma vez, obviamente que vou ter que retirar-lhes os pelouros”, afirmou.

Segundo o presidente da câmara de São Vicente, ao falar em falta de condições e de ausência de competências, o grupo de vereadores está a “querer enganar as pessoas porque os pelouros foram distribuídos em Dezembro, pelo que cada um pode fazer o seu programa e trabalhar”, cita Inforpress.

“Enquanto eu estiver cá, eles vão ter que aprender a trabalhar em vez de reivindicar”, sustentou Augusto Neves, defendendo que “todos ganham mensalmente cerca de 100 mil escudos cada, têm gabinetes e com computadores para trabalhar”.

“Foi-lhes distribuído computadores, competências e guloseiam mais por ambição e cobiça. Agora querem mais pelouros, ameaçando instabilizar a câmara municipal”, criticou a mesma fonte, dizendo que a câmara de São Vicente “não vive uma crise política, nem de democracia, mas o que existe é uma crise de interesses pessoais”, avisa Agusto Neves.


Link de matéria relacionada: https://asemana.publ.cv/ecrire/?exec=article&id_article=147976#

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