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São Vicente: Projeto “Estruturação da cadeia produtiva da carne de ruminantes” terá financiamento de 200 mil dólares 09 Setembro 2021

O projeto “Estruturação da cadeia produtiva da carne de ruminantes nas ilhas de São Vicente e Santo Antão”, da Associação dos Amigos da Natureza, terá financiamento da Agência Regional de Agricultura e Alimentação da CEDEAO de 200 mil dólares e tem a duração de 24 meses.

São Vicente: Projeto “Estruturação da cadeia produtiva da carne de ruminantes” terá financiamento de 200 mil dólares

Conforme a Inforpress, o acordo de subvenção ao projeto foi assinado esta quarta-feira no Mindelo, durante uma mesa redonda, pelo presidente da Associação dos Amigos da Natureza (AAN), Aguinaldo David, e pelo chefe da Unidade Técnica da Agência Regional de Agricultura e Alimentação (ARAA) da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Ablassé Bilgo.

Segundo Aguinaldo David, a razão da mesa redonda para lançar o projecto deve-se à importância que o sector tem no contexto cabo-verdiano, onde há cerca de 43 mil famílias que se dedicam à agricultura, no sentido lato, e 38 mil famílias que se dedicam de alguma forma à criação animal.

“Se formos traduzir isso em números, diríamos que estamos acima das 150 mil pessoas que dependem directa ou indirectamente desta actividade. Não obstante, não representar um peso muito grande na criação da riqueza nacional, tem um papel muito importante na ocupação das pessoas no campo, portanto, na mão de obra e também na segurança alimentar das pessoas”.

Conforme a mesma fonte, o projecto assenta-se em três eixos estruturantes. O primeiro é o reforço da capacidade institucional da Associação dos Amigos da Natureza, enquanto centro de apoio à pecuária familiar nacional.

“Ao longo dos tempos, a AAN foi e é um provedor de animais, nomeadamente de genética melhorada aos produtores, já fez isso nos anos 80, com as raças melhoradas das Canárias, continua a fazê-lo com os suínos e, neste momento, há necessidade de reforçar novamente essa parte de ruminantes, mas versando a parte da carne que normalmente tem sido descurada”, explicou.

O segundo eixo, acrescentou, diz respeito ao aumento da capacidade dos produtores que, defendeu, passará necessariamente pela capacitação em novas técnicas de produção em aspectos como a valorização dos produtos, com novas formas de apresentação do produto no mercado e agregação de valor ao produto.

Conforme Aguinaldo David, o terceiro eixo é a questão organizacional da cadeia. Isto porque, explicou, normalmente os produtores trabalham de forma bastante individual, têm as suas organizações que carecem de algum apoio institucional, no sentido do seu fortalecimento, e para experimentar formas inovadoras de acesso ao mercado.

O financiamento do projecto “Estruturação da cadeia produtiva da carne de ruminantes nas ilhas de São Vicente e Santo Antão” pela Agência Regional de Agricultura e Alimentação da CEDEAO tem a duração de 24 meses.

Conta com parcerias das associações e produtores, do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) através das suas delegações regionais e da Câmara Municipal de São Vicente.

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