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São Vicente: Segundo trimestre arranca com baixas de professores e alunos infetados por covid-19 06 Janeiro 2022

O segundo trimestre do ano letivo 2021/2022 arrancou esta quinta-feira, 06, em São Vicente, com baixas consideráveis de professores e alunos que estão infetados por covid-19 e com as escolas a reforçarem as regras sanitárias e para evitar aglomerações.

São Vicente: Segundo trimestre arranca com baixas de professores e alunos infetados por covid-19

Estas informações foram constatadas pela reportagem da Inforpress que foi ao terreno verificar o início do segundo trimestre após a ilha de São Vicente ter registado, nas últimas 24 horas, 447 novos casos de covid-19, elevando para 983 casos ativos da doença e uma taxa de positividade de 58,3 por cento (%).
Uma das instituições afetadas é a Escola Secundária José Augusto Pinto (ESJAP) que, segundo a diretora Dirce da Luz, contabiliza neste momento 10 baixas de professores que estão infetados por covid-19.

“Realmente estamos com uma baixa grande. Neste momento tenho 10 professores que já nos informaram que testaram positivo. É uma baixa considerável, mas, por outro lado, não estamos a sentir-nos tão preocupados porque não estavam na sala de aula e a contaminação não foi dentro da escola tendo em conta que estavam de férias”, afirmou Dirce da Luz.

Conforme a diretora, apesar de os professores terem sido infetados durante as férias, a escola suspendeu a transmissão de conteúdos transformando o dia de hoje num dia cívico, durante a qual os professores na sala de aula deverão passar mensagens de prevenção contra a covid-19 e sensibilizá-los para se vacinarem e terá ainda uma equipa da Delegacia de Saúde na escola para aplicar a segunda dose aos alunos dos 12 aos 17 anos.

“Decretamos que hoje é um dia cívico em que o assunto será à volta da prevenção da covid-19 e da sensibilização para a vacina. Reparamos que, no primeiro trimestre, quase que estávamos, durante as aulas a aconselhar os alunos para colocarem as máscaras de forma correta e os professores relataram que entre a saída de um e a entrada de outro já ninguém tinha máscara”, adiantou. Segundo a mesma fonte, na segunda-feira os professores que estão em quarentena começarão a regressar às salas de aula.

Em relação aos alunos, por ser o primeiro dia, Dirce da Luz avançou que não tem dados de quantos estão em casa de quarentena. No entanto, explicou que há muitos que tomaram a vacina na escola, a 17 de dezembro, e os que não tinham o termo de consentimento forma incentivados a irem vacinar-se na Delegacia de Saúde, durante as férias.

Mas, avançou, hoje logo no primeiro tempo entregaram a todos os professores uma ficha com o nome dos alunos para registarem quem já tomou a primeira dose, quem já foi inoculado com a segunda dose e os alunos com idade superior a 18 anos que já podem estar a tomar a terceira dose. Isto, explicou, para saber como é que a direção vai agir para incentivá-los a aderirem à vacinação.

“Os que já completaram a idade exigida e que ainda não foram autorizados pelos pais a vacinar vamos entrar em contacto com os encarregados de educação para saber porque é que não autorizaram. É um direito deles, mas quem não tomar vacina deve apresentar um teste negativo de covid-19, a cada 14 dias, custeado pelos pais ou encarregados de educação”, avisou a diretora.

A Escola Secundária José Augusto Pinto também adotou outras medidas tendo em conta a prevenção da covid-19. Segundo a diretora, desde o início do ano lectivo os intervalos de 10 minutos foram reduzidos para cinco minutos para evitar aglomerações dos alunos e permanecendo inalterado o intervalo de 20 minutos para que os alunos possam descansar, beber e alimentar-se.

“Mas o apelo é para trazer a água e o lanche para evitar sair para fora da escola porque a cantina é um espaço reduzido e não foi aberta este ano. Na segunda-feira vamos fechar o portão porque, se cada um trouxer a água e o seu lanche e também oferecermos refeição aos alunos carenciados, vamos fazer a experiência de ficarmos todos concentrados dentro da escola”, arrematou.

Este cenário também foi constatado em outras escolas da ilha de São Vicente. No agrupamento número 05 da Ribeira de Craquinha, que compreende as escolas de Chã de Marinha e de Ribeira de Julião,“dois professores estão de quarentena”, conforme relatou a docente do primeiro ano Sandra Rodrigues.

“Neste momento temos duas baixas e há também alunos em casa por causa da covid-19. O agrupamento decidiu que não haverá intervalos e que as crianças sairão às 12 horas. No entanto, cada professor terá sete minutos para levar as crianças para a casa de banho”, explicou a professora, que estava à porta da escola em Ribeira de Craquinha a transmitir as novas regras adoptadas pelo agrupamento aos pais e encarregados de educação.

Por sua vez, o diretor do agrupamento número 04, da Escola Humberto Duarte Fonseca, que abarca as escolas de Semião Lopes, na Bela Vista, de São Pedro e do Lazareto, um professor testou positivo e está em casa a cumprir quarentena. Conforme Reynaldo Rocha, as medidas de prevenção continuam e os intervalos serão condicionados.

“Fazemos lavagem das mãos à entrada da escola e termos intervalos condicionados em que cada turma terá um espaço determinado para que os alunos da mesma turma possam interagir apenas entre si, evitando contacto com colegas de outras turmas”

Contactada, a delegada do Ministério da Educação em São Vicente, disse que neste momento não consegue avançar o número total de professores que ainda não regressaram às salas de aula por terem testado positivo à covid-19 porque estão a recolher os dados.

Maria Helena afirmou que os alunos sob regime de monodocência devem ficar em casa até que os professores estejam aptos para dar aulas e os alunos em regime de pluridocência devem continuar as aulas com os docentes disponíveis até a situação normalizar.

A Semana com Inforpress

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