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São Vicente: Sindep denuncia “clima de intimidação” e afirma que se vai juntar à manifestação de 13 de Janeiro 29 Dezembro 2019

O Sindicato Nacional dos Professores denunciou hoje no Mindelo que os professores estão a ser vítimas de intimidação, abuso de poder e perseguição e anunciou que o sindicato vai-se juntar à manifestação de 13 de Janeiro de 2020.

São Vicente: Sindep denuncia “clima de intimidação” e afirma que se vai juntar à manifestação de 13 de Janeiro

Esta denúncia foi feita à Imprensa pelo presidente do Sindicato Nacional dos Professores (Sindep), Nicolau Furtado, à margem da reunião da direcção nacional do sindicato, que aconteceu hoje no Mindelo, para apreciar e aprovar o relatório de contas referente a 2019 e o plano de actividades e o orçamento para 2020.

Segundo Nicolau Furtado, esta organização sindical exige o cumprimento dos direitos que estão a ser violados e que não constam do Orçamento Geral do Estado, nomeadamente o subsídio da não redução da carga horária dos professores aposentados de 2010 a 2015, os reajustes salariais e o incumprimento do Estatuto da Carreira Docente.

Como exemplo de violação desses direitos, o presidente do Sindep citou a não publicação dos subsídios pela redução da carga horária de 2016 a 2019, a não evolução na carreira dos professores que ascendem aos níveis 1, 2 e 3, a falta de reclassificações de 2018 a 2020, como a repetição anual de concurso para os professores que não são colocados no quadro do Ministério da Educação.

Para a mesma fonte, os professores estão a ser “alvo de abuso de poder e de perseguição por parte do Governo, através dos dirigentes do Ministério da Educação.”

Os casos concretos de perseguição a docentes, elucidou, verificam-se na delegação escolar de São Vicente, nas escolas secundárias da ilha da Boa Vista e Napoleão Fernandes em Santa Catarina de Santiago.

Conforme Nicolau Furtado, estes é casos residuais, mas quase todos os professores dizem-se perseguidos, principalmente os que não pertencem à mesma cor política do partido do Governo.

“Há, por exemplo, professores que leccionam vários níveis e várias disciplinas, há outros que são colocados em lugares distantes e dão aulas em várias escolas” esclareceu, trazendo o caso de professores de Santa Catarina, em Santiago, que “leccionam na Escola Secundária Napoleão Fernandes, também em Achada Lém, e em outras localidades, distantes.”

São por essas razões, segundo o líder nacional do Sindep, que esta organização sindical vai-se juntar à manifestação de 13 de Janeiro de 2020,junto com os outros sindicatos do ramo e todos os trabalhadores de Cabo Verde.

“Vamos nos juntar à manifestação no dia 13 de Janeiro porque é o dia da Liberdade e da Democracia que não rima com a intimidação a perseguição e abuso do poder,” sintetizou Nicolau Furtado, garantindo que, caso as reivindicações dos professores não forem atendidas, o Sindep vai encetar outras formas de luta como greves, manifestações e greve de zelo.

Instado a confirmar se o Sindep tem perdido associados, o responsável disse que os associados que perdeu “são residuais”, porque a organização sindical “é bem estruturada a nível nacional, apoia os seus associados, em termos reivindicativo e sociais a todos os títulos.”

A mesma fonte destacou que, dos cerca de 8000 professores existentes Cabo Verde, 3.888 estão filiados no Sindep, fazendo deste sindicato o “mais representativo” da classe em Cabo Verde e o “único que tem lutado e que vai continuar a lutar, intransigentemente, para defender os direitos e deveres dos professores”. A Semana com Infoprpress

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