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São Vicente: UCID acusa presidente da Assembleia Municipal e deputados do MpD de “atropelar” a democracia 16 Mar�o 2018

A UCID repudiou hoje,16, de manhã, em conferência de imprensa, aquilo que considera um “grave atropelo à democracia ensaiado e efectivado” pela presidente da Assembleia Municipal de São Vicente, Fernanda Vieira, e pelos eleitos municipais do MpD.

São Vicente: UCID acusa presidente da Assembleia Municipal e deputados do MpD de “atropelar” a democracia

A União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) pretendeu substituir dois eleitos seus, actualmente ausentes no estrangeiro, tendo para tal enviado à presidente da Assembleia Municipal (AM) duas notas manifestando esta intenção, sendo que posteriormente, a 01 de Março, a própria Fernanda Vieira participou numa conferência de representantes, em que estiveram presentes os três líderes dos grupos políticos na AM.

Todavia, nesta quinta-feira, 15, ao iniciar-se a sessão ordinária da AM foram os dois substitutos, Víctor Furtado e Jailson Sequeira, impedidos de preencher a vagatura na bancada da UCID por, alegadamente, não preencherem os requisitos necessários.

Gerou-se então uma longa discussão entre a bancada do Movimento para a Democracia (MpD) e a presidente da mesa da AM, por um lado, e a bancada da UCID, por outro.

Na conferência de imprensa de hoje, João Santos Luís, deputado e vice-presidente da UCID, acusou Fernanda Vieira e os eleitos do MPD de violar “grave e intencionalmente o regimento da Assembleia Municipal de São Vicente”.

João Santos Luís cita o nº 1, conjugado com o nº 4 do Artigo 9º do Regimento e afirma que a razão está totalmente lado da UCID, considerando que a presidente da AM fez interpretação “propositadamente distorcida para “sonegar os direitos dos deputados municipais da UCID em participar na sessão plenária”.

O dirigente partidário considera ”insólito” que Fernanda Vieira, depois de conceder dois minutos para os eleitos da UCID conferenciarem, pôs à votação para a plenária decidir se os eleitos substitutos da UCID podiam ou não participar na sessão, “coisa nunca vista num Estado de direito democrático”.

João Santos Luís acredita ainda que “há alguma coisa por trás”, sabendo-se que Víctor Furtado e Jaílson Sequeira, que deveriam substituir Patrícia Gomes e Isidora Rodrigues, são ambos funcionários da autarquia, governada pelo MpD, cuja bancada na AM determinou a situação. Fonte: Inforpress

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