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São Vicente: UCID coloca-se fora das responsabilidades políticas pela não aprovação da lei da regionalização 17 Abril 2019

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) considerou, esta terça-feira, que o seu partido “não tem responsabilidade política” pela não aprovação da lei da regionalização, mas escusou-se a nomear os responsáveis.

São Vicente: UCID coloca-se fora das responsabilidades políticas pela não aprovação da lei da regionalização

Em conferência de imprensa, no Mindelo, António Monteiro referiu, segundo a Inforpress, que o seu partido “tudo fez” para um outro resultado no parlamento e, inclusive, alcançou um entendimento com o MpD nas vésperas da discussão do diploma na especialidade, recordando, embora, que o Governo e o MpD “não criaram as mínimas condições” para se chegar a um acordo, antes da última sessão parlamentar.

“Outra situação bem diferente é a incapacidade do MpD em conversar com o PAICV, daí dizermos que a UCID não tem responsabilidade nesta matéria e que cada um assuma a sua responsabilidade política”, reiterou a mesma fonte.

A UCID, ajuntou, alertou no parlamento que não havia condições para a aprovação do diploma e pediu a suspensão do mesmo, mas “não foi ouvida”, mesmo assim considerou haver possibilidade de o diploma voltar ainda nesta legislatura, desde que todos se sentem à mesa e colocar o país em primeiro lugar.

António Monteiro disse também que “não concorda nem discorda” com o líder do MpD, Ulisses Correia e Silva, que domingo, em São Vicente, assacou “culpas exclusivamente ao PAICV” pela não aprovação do diploma, mas foi dizendo que fosse ele primeiro-ministro teria conduzido o processo de forma “completamente diferente”, pois o MpD ficou “muito aquém” das expectativas da população.

Por fim, fez um apelo para que os envolvidos no processo, com “toda a abertura possível” e “sem nenhum tipo de complexo” procurem, através do diálogo, as melhores soluções capazes de conduzirem ao “melhor modelo possível” de regionalização, capazes de satisfazer o país.

“Temos que compreender que a regionalização é uma aposta forte no futuro de Cabo Verde”, continuou, desde que obedeça “à descentralização dos órgãos do Estado e melhor prática equilibrada de poderes”, e que, finalizou Monteiro, “a coesão nacional não fique beliscada, manchada ou atraiçoada pelos excessos de centralismo burocrático”.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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