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São Vicente: UCID discorda de realização orçamental de 99,57% anunciada por Augusto Neves 14 Maio 2019

A UCID considerou hoje, no Mindelo, que os dados da conta de gerência da Câmara Municipal de São Vicente “deitam por terra” o anúncio de Augusto Neves de que a autarquia alcançou uma execução orçamental, em 2018, de 99,57%.

São Vicente: UCID discorda de realização orçamental de 99,57% anunciada por Augusto Neves

O membro da Direcção Regional da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição), em São Vicente, Jorge Humberto Fonseca, analisou, segundo a Inforpress, o documento apreciado na última sexta-feira, em sessão ordinária da Assembleia Municipal, e concluiu hoje, em conferência de imprensa, que a realização do plano de actividades e do orçamento da câmara, em 2018, “não atingiu os seus objectivos”.

Conforme explicou, a receita total cobrada naquele ano atingiu o montante de 680 milhões de escudos, perfazendo 70,85 por cento (%) do valor orçamentado, que era de 960 milhões de escudos, pelo que, sintetizou, “cai por terra” a afirmação de execução orçamental, em 2018, na ordem dos 99,57%.

Ademais, continuou, o total das despesas correntes efectuadas durante o mesmo ano ficaram-se por 73% do total da verba orçamentada, o mesmo na rubrica despesas com o investimento, que se situou, ajuntou, em 61,85% da verba orçamentada.

O também deputado municipal da UCID deu vários exemplos de diferentes sectores da autarquia e nenhuma delas “atingiu sequer” os 80% do total da verba orçamentada.

Segundo ainda a Inforpress, os democratas cristãos consideram ainda que a conta de gerência de 2018 “deixa a nu” que a câmara de São Vicente “não foi capaz de cumprir” com o assumido no orçamento em relação aos apoios sociais.

“Na reabilitação de casas dos cidadãos mais vulneráveis financeiramente a câmara não teve a capacidade de ultrapassar os 20% do uso da verba do programa “Isdob compô bo casa” (ajudar-te a reparar a tua casa), acusou a mesma fonte.

Contudo, Jorge Humberto Fonseca revelou preocupação da sua bancada com a dívida municipal pois, de acordo com os dados do orçamento de 2018, como explicou, o valor global anual do serviço da dívida municipal é de 70.391.496$00.

Sucede que, continuou, de acordo com a conta de gerência, o valor assumido foi de 38.080.540$00 e “pagos somente 17.846.142$00”.

“Fica por assumir o montante de 52.545.354$00, valor elevadíssimo, que aumenta ainda mais a dívida pública municipal”, concluiu o deputado municipal da UCID.

No último dia do passado mês de Abril, nas vésperas da 9ª sessão ordinária da Assembleia Municipal, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente anunciou que a autarquia que dirige alcançou, “pela primeira vez na história” do município, uma execução “na ordem dos 99,57%” do orçamento municipal aprovado para 2018.

Augusto Neves, naquela ocasião, dividiu “o feito”, no entanto, pelo “grande empenho” dos trabalhadores da câmara, pelo “grande apoio” do Governo, mas também pelas parcerias e apoios das empresas, instituições e associações sediadas na ilha, refere a mesma fonte que vimos citando.

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