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São Vicente: UCID e PAICV alegam que Augusto Neves “não tem condições” de continuar à frente da câmara 14 Abril 2022

Os vereadores da UCID e do PAICV na Câmara Municipal de São Vicente asseguraram hoje que o presidente Augusto Neves “não tem condições políticas” para continuar a dirigir a edilidade e esperam que possam ser tomadas medidas.

São Vicente: UCID e PAICV alegam que Augusto Neves “não tem condições” de continuar à frente da câmara

Em nota enviada à imprensa, e que dizem ser do conhecimento também do próprio Augusto Neves, e dirigida aos responsáveis e funcionários, os eleitos da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) e do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) elencarem várias situações que dizem ser de “abuso de poder” do edil.

Situações que dizem ter denunciado junto à Assembleia Municipal de São Vicente, Tribunal de Contas, Ministério do Mar e ainda a tutela dos municípios que esperam que possam intervir para pôr cobro ao Augusto Neves, que, asseveram, “não tem condições políticas” para continuar a dirigir a edilidade.

“É tempo de hastear a bandeira da liberdade e da democracia nesta câmara. Uma câmara para todos”, consideraram os vereadores, adiantando que não vão perder a sua dignidade e nem ficar uns contra os outros, porque foram eleitos democraticamente tal como Augusto Neves, que “tem a obrigação de os respeitar e ao povo que o elegeu”.

O mesmo povo, que segundo a mesma fonte, deve-se inspirar no povo ucraniano e lutar pelos seus direitos.

“A maior ameaça à democracia é a dos regimes autoritários protagonizados por eleitos democraticamente. Contrariar essa ameaça é a razão da nossa luta”, asseguraram os vereadores da oposição, para quem “podem até sofrer, mas o futuro será diferente”.

Isto porque, afirmam, Augusto Neves está a “instrumentalizar” os funcionários da câmara municipal, “levando-os a acreditar que os problemas da câmara e os seus próprios problemas não estão a ser resolvidos por causa dos vereadores da UCID e do PAICV.

Mas, conforme os mesmos, o impasse que trava o funcionamento da instituição camarária “deve-se apenas a deliberações tomadas à margem da lei” na sessão realizada a 02 de Janeiro e que querem que seja anulada, mas, que Augusto Neves recusa-se a fazer.

Os vereadores referiram ainda a “insultos” proferidos por Augusto Neves contra eles, e disseram que não vão recorrer ao tribunal de honra, mas ficam “preocupados” quando “um homem aparentemente calmo, fica nervoso, faz acusações pesadas e descabidas, pode levantar suspeitas contra a sua pessoa, sobretudo se tiver telhado de vidro”.

Por outro lado, pediram ao autarca que dê o exemplo e doe ao povo ou à alguma instituição parte do seu salário e dos subsídios que usufrui, porque, garantiram, se ele der o exemplo, “quem sabe” eles, os vereadores podem ir atrás.

“Sabemos muito bem com quem estamos a lidar e não podemos distrair”, consideraram.

A Semana com Inforpress

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