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UNTC-CS: Tomás de Aquilino pede demissão na sequência de alegadas irregularidades internas 13 Dezembro 2017

O segundo vice-secretário geral da UNTC-CS, Tomás de Aquilino, anunciou hoje em conferência de imprensa no Mindelo, que já formulou o seu pedido de demissão do cargo na sequência das deliberações da última reunião do Conselho Nacional.

 UNTC-CS: Tomás de Aquilino pede demissão na sequência de alegadas irregularidades internas

Tomás de Aquilino segue assim os passos do primeiro vice-secretário geral que durante a reunião do Conselho Nacional da UNTC-CS colocou o cargo à disposição e justifica esta decisão baseada, primeiramente, nas deliberações tomadas na última reunião sobre a prática de assédio moral e na violação dos estatutos internos com a indigitação da nova presidente da mesa.

Em relação à prática de assédio moral na UNTC-CS, Tomás de Aquilino corrige aquilo que foi veiculado na comunicação social pela indigitada secretária de mesa do Conselho Nacional, Albertina Ferreira, que diz que a UNTC-CS descarta, quando deveria ter dito demarca-se de qualquer prática de assédio moral praticado por quem quer que seja, incluindo a secretária-geral, os vice-secretários gerais e qualquer dirigente da mesma ou outra instituição no país.

Duas palavras consideradas pelo demissionário com significados diferentes e com sentidos destintos e que representam uma adulteração na deliberação tomada.

Uma outra questão tem a ver com a indigitação da actual presidente da mesa do Conselho Nacional, Albertina Ferreira, que, segundo Tomás de Aquilino foi indigitada de forma ilegal violando os estatutos da organização.

“Como é do conhecimento público, o presidente da mesa, José Luís Fonseca, acabou por falecer há poucos dias e, segundo regem os estatutos e o regimento do Conselho Nacional, deveria ser substituído pelo primeiro suplente na primeira reunião do referido órgão e posteriormente, deveríamos eleger um novo presidente” explicou.

O segundo vice-secretário geral demissionário avançou que nada disso aconteceu, e que a secretária-geral da organização, Joaquina Almeida, entendeu indigitar uma das secretárias da mesa do Conselho Nacional para presidir às reuniões, violando assim os estatutos e o regimento da UNTC-CS.

“Nós não compactuamos com estas práticas e entendemos que os trabalhadores cabo-verdianos devem ser esclarecidos desta situação” fundamentou.

Tomás de Aquilino justificou o seu pedido de demissão, segundo diz, face a estes dois acontecimentos, alteração da deliberação e violação dos estatutos e ainda a existência de algumas divergências com a secretária-geral e sistemáticas violações dos estatutos da UNTC-CS.

“Nós queremos que as coisas sejam feitas com transparência, com legalidade, com lealdade, a bem da classe trabalhadora, por isso, enviei o meu pedido de demissão na manhã de hoje através de um e-mail endereçado à secretária-geral da UNTC-CS”, precisou.

Tomás de Aquilino afirmou ainda que apoiou a candidatura da secretária-geral, Joaquina Almeida, mas essas fissuras na UNTC-CS vêm de outros acontecimentos pois não concorda com a forma como a instituição está a ser dirigido. Fonte: Inforpress

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